Deuses fenícios

Astarte

Astarte - (grego Αστάρτη) (hebraico עשתרת) - personagem do panteão fenício e na tradição biblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidónios (I Reis 11:2) . Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos. Deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.

Identidade

  • Nome: Asterate / Asterath / Astorate / Asterote / Astarte / Asera / Baalat.
  • Significado:
  • Familia: Filha de Baal, Irmã gémea de Camoesh (Camos), esposa de Tamuz
  • Proveniencia:
  • Localização Temporal: Desde o dilúvio até a 18º dinastia egipcia.
  • Tempo de Vida: Aprox. 3600 anos.
  • Causa de Morte:
  • Feitos importantes:

Ritualismo

Os seus rituais eram multiplos, passando por ofertas corporais de teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou idolos. O seu principal culto ocorria no equinócio da primavera e era altura de grandes celebrações à fertilidade e sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto fazia dela uma deusa muito adorada entre os povos da altura, exactamente pelo seu teor. Talvez seja este o motivo que levou o rei Salomão a adorar esta deusa (1Reis 11:15), contrariando o seu Deus.

Relacionamentos

Em Sidom o culto era dividido principalmente entre dois deuses Eshmund e Asterate (Astarte).

Astarte era esposa do deus Tamuz que vem referenciado na biblia em Ezequiel 8:14.

Astarte era filha de Baal

Astarte era irmã gémea de Camoesh (ou Camos)

Referência histórica

Esta divindade bíblica é uma herança mitologica da história dos povos da suméria (biblica sinear) e dos acádios (Genesis 10:10), onde Asterate era chamada de Ishtar ou Inanna. Mais tarde para os gregos esta divindade foi chamada de Afrodite e Hera, enquanto que para os egipcios era recordada como Isis ou, como outros defendem, Hator. Esta apareceu pela primeira vez nesta mitologia depois da 18º dinastia, no relato da batalha entre Horus e Seth em que a sua identidade poderia ser equiparada com Anat.

Segundo a mitologia suméria e acádia Ishtar (Asterate) era irmã de Shamash, ao qual a bíblia se refere como Camoesh, Camos ou Quemós. Em mais que um versiculo na biblia estes dois nomes aparecem juntos. (I Reis 11:36) (II Reis 23:13);

O Nome Asterate também aparece associado a Baal em (Juízes 2:13) (Juízes 2:13) (I Reis 18:19). Baal para os sumérios seria o deus Nana, ou Sin para os Acádios, que também era pai de Ishtar/Inanna. Em Biblos Astarte era conhecida como Baalate (forma feminina para Baal).

Outras referências:

A deusa Astarte, foi a mais importante das numerosas divindades fenícias e a única que permaneceu inamovível na sua rica mitologia, apesar das profundas e contínuas mudanças no culto que resultaram de diversas influências oriundas de toda a área do Mediterrâneo, recebidas por este povo de navegantes. A deusa era uma representação das forças da fecundidade e, como tal, foi adorada sob variadíssimos aspectos. Todos eles tinham de comum a imagem de uma deusa amorosa, bela, fecunda e maternal. Chamaram-lhe Kubaba-Cibeles na Síria do Norte. Esta e as restantes divindades fenícias eram adoradas em santuários, mas o seu culto não carecia de esculturas religiosas, pelo que, muitas vezes, elas faltavam nos templos. A sua séde era uma simples pedra ou pilone no centro do lugar sagrado. A protecção divina na vida doméstica era invocada em estatuetas de material tosco, inacabadas, ou em amuletos de inspiração egípcia, como por exemplo o célebre escaravelho solar das pinturas faraónicas.

Adônis

Adônis, nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra.

A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adônis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adônis, tendo o sangue que jorrou transformado-se numa anêmona. Afrodite, que corria por entre as silvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. Outra versão da mito conta que Afrodite transmutou o sangue do amado numa anêmona. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades a esposa dele, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também apaixonou-se por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais.

Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restituí-lo com uma condição: Adônis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Adônis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no inverno (descendo ao submundo e juntando-se a Perséfone) e regressa à Terra na primavera (para juntar-se a Afrodite). Deus oriental da vegetação, divindade ctônia (que cumpre o ciclo da semente).

Embora seja mais conhecido como divindade grega Adônis teve, no entanto, origem na Síria, onde era cultuado sob o nome semita de Tamuz. Era também um deus eternamente jovem, ligado à vida, à morte e à ressurreição, estando associado ao calendário agrícola. De resto, o nome Adônis deve ter origem no mundo semítico - parece proceder do semita Adonai, expressão que significa Meu Senhor. É um deus que congrega em si elementos de várias origens, demonstrativo do grande sincretismo religioso produzido pelos gregos da antigüidade

Adônis, torso romano patente no museu do Louvre

Adônis, torso romano patente no museu do Louvre

Baalcad
Baalcad, na mitologia dos fenícios, é a Divindade da felicidade.
Baalpeor
Baalpeor é o Deus moabita correspondente ao Priapo dos povos latinos.

Baaltis

 Baaltis é a denominação de Astartéa no norte da Fenícia.

Melqart

Melqart (ou, com menor rigor Melkart, Melkarth ou Melgart (em grego, era escrito usando a letra (Qoppa), depois foi sendo substituído pelo capa Κ e pelo gamma Γ, em acádio Milqartu, era o deus tutelar da cidade fenícia de Tiro, assim como Eshmun protegia Sídon. O nome resulta da compressão da expressão fenícia melk qart 'rei da cidade'. Melqart era frequentemente designado de Ba‘al, Senhor de Tiro. Em grego era referido frequentemente como sendo o Héracles tírio e em latim, como o Hércules tírio, talvez devido às semelhanças que se podiam estabelecer com o semi-deus Héracles, no que diz respeito à mitologia e ao culto.