Grande Glossário Gnóstico

Este Grande Glossário Gnóstico inclui os principais termos utilizados dentro do Esoterismo Gnóstico mundial. Serve como referência didática para os que desejam conhecer as terminologias utilizadas nas principais religiões, filosofias e ordens Iniciáticas. Estão incluídas as palavras e frases dentro do universo gnóstico samaeliano.

A
Aarão:
Grande Mestre e Sacerdote Teurgo, foi companheiro e seguidor de Moisés. A última encarnação conhecida do profeta Aarão foi em El Salvador, se tornando discípulo do mestre Samael.

Abaissement du neveau mental: (psicol.) Um abaixamento do nível da consciência, uma condição mental e emocional experienciada como uma “perda da alma”. É um afrouxamento na intensidade da consciência que é sentido como falta de interesse, tristeza ou depressão, e que as vezes acontece de forma tão intensa que simplesmente toda a personalidade se desmorona perdendo assim sua unidade. Entre as causas que a provocam estão a fadiga mental e física, o adoecimento do corpo, emoções violentas e choque traumático restringindo a personalidade como um todo. ENTROPIA DA CONSCIÊNCIA.

Abdução: (ufol.) Seqüestro de pessoa por alienígenas; em grande parte dos casos o abduzido sofre exames médicos, colocação de implantes em seu corpo e supressão da memória do ocorrido.

Abel: A alma humana que deve ser encarnada e criada por meio dos três fatores de revolução da Consciência: Nascer, Morrer e Sacrifício (fundamentos do Trabalho Gnóstico).

Abhayan-Samkara: Medo inato, o fruto da ignorância em geral.

Abhedananda (Swami): (Kali Prasad Chandra, 1866-1939) Filósofo vedantista hindu, discípulo de Ramakrishna e continuador da obra de Vivekananda. Autor de Atma-Jnana ou O Conhecimento do Ser. Este Iniciado é discípulo de Samael Aun Weor no plano astral.

Abhidharma-Pitaka: (sânscr.; páli Abhidhamma-Pitaka) Compilação de ensinamentos sobre filosofia, psicologia e metafísica. Veja Tripitaka.

Abhidharma-Kosha: (sânscr.) Texto do monge indiano Vasubandhu (século V) sobre a escola Sarvastivada.

Abhisheka: (masculino) Nome técnico da Iniciação Tântrica. Ordenação.

Abracadabra: Originado de Abrahadabra. Para o doutor Jorge Adoum (Adonai), é um poderoso mantra curativo dos pulmões, além de abrir nossas "memórias de vidas passadas", segundo o VM Samael Aun Weor. Existem diversas possíveis origens, tais como do latim Adava Kedavra (Que tudo se destrua, graças a Deus); do hebraico Ad Ben Ruach Acadoch (Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo); do árabe Abra Kadabra (Que se destrua este feitiço); e, finalmente, do aramaico Abra Cadavra (Criarei como direi).

Abraxas: (grego) Arquétipo supremo dos gnósticos. Simboliza o Homem Completo, Cósmico. (Abraxas na Numerologia: 365 = Número de las Moradas Celestes). Basilides, gnóstico que viveu na Alexandria no ano 90 d.C., empregava o termo Abraxas como um nome da Divindade, a suprema das Sete, e como dotada de 365 virtudes. Na numeração grega, o A = 1, B = 2, R = 100, A = 1, X = 60, A = 1, S = 200; o que forma um total de 365, dias do ano, Ano Solar, um ciclo de ação divina. As gemas Abraxas representam geralmente um corpo humano com cabeça de galo, um dos braços com um escudo e o outro com un látego. É também um poderoso mantra de transmutação que todo Esoterista Prático deve experimentar.

Ab-reação: (psicol.) Um método de se tornar consciente de reações emocionais reprimidas através do reviver e do recontar de uma experiência traumática. Depois de algum interesse inicial pela "Teoria do Trauma", Jung abandonou a ab-reação (juntamente com a sugestão) como uma ferramenta efetiva na terapia da neurose, pois ele percebeu que a maioria dos traumas era de invenções fantasiosas que nunca tinha acontecido e assim não poderia imaginar que a repetição dessas experiências inteiramente exageradas pudesse ter um valor terapêutico diferente do procedimento da sugestão. Porém, a repetição do recontar a experiência (Constante Retrospectiva), que precede a meditação profunda, cria mecanismos que nos ajudam a descobrir as causas de nossos traumas. Esta técnica é uma das forma de Retrospectiva, prática gnóstica de reviver e conscientizar-se dos fatos ocorridos no dia. A Retrospectiva pode ser visual e/ou verbal.

Abroton: (grego) Divino Imortal.

Absoluto: A totalidade de tudo o que existe ou poderia existir em todos os níveis, em todos os mundos e em todos os tempos; mais especificamente, a Consciência e a compreensão que existem naquele nível e contêm, assim, a mais alta inteligência possível. Esotericamente, o Ayocosmo, origem de todos os sistemas de Cosmos. O Eterno Pai Cósmico Comum, o Aelohim dos cabalista, o Adhi-Buda dos budistas, o Incognoscível dos gnósticos.

Absu: (Apsu, Abzu, Apzu; babil.) Literalmente, água doce. Na cosmologia Suméria, o imenso espaço e fonte das águas primordiais, onde mora Ab, o pai das águas e senhor da sabedoria. Na cosmologia babilônica, o marido de Tiamat, pai dos primeiros deuses, e após a morte deste, o reino das águas doces subterrâneas, lar de Ea e dos Sete Sábios. Também é nome do templo de Ea em Eridu.

Abubu: (babil.) Personificação do dilúvio como arma, torrentes e enchentes. Usado como um epíteto e como arma por vários deuses, como Ninurta, Nergal e Adad. Também descrita como a voz de Humbaba.

Ácade/Acádio: (babil.) Primeira cidade babilônica, escolhida e fundada por Sargão I em 2475 a.C. Idioma semítico do leste, semelhante ao hebreu e ao árabe; inclui dialetos dos babilônios e assírios, escrito em sistema cuneiforme, que são sinais que possuem valores logográficos, silábicos. Idioma usado há cerca de 2400 a 100 a.C.

Acender os Fogos: (sânscr.) Evocação de um dos três grandes poderes do Fogo, o “Ir a Deus”.

Achária: (sânscr.; jap. Ajari) Professor, mestre.

Acidente: (Lei dos) Acontecimentos que ocorrem a uma pessoa, que não são nem o resultado de sua própria ação consciente, prévia, nem o resultado direto de uma intenção consciente. A influência dos Acidentes na vida de uma pessoa, em contraposição a outras influências como causa e efeito, destino e vontade consciente.

Adad: (sumério Ishkur, semítico Oriental Hadad, Adar, e Addu, também Rimmon, Ramman, “o que faz a terra tremer”) Deus das tempestades, controlador de canais de irrigação e filho de Anu. Deus dos relâmpados, chuva e da fertilidade. Identificado pelos romanos com Júpiter. No Épico de Gilgamesh, o deus dos ventos, trovões e tempestades. Símbolo: touro e relâmpado. Deus oracular. Centro de culto: Alepo. Na Mesopotâmia, sua presença surge após os tempos pré-Sargônidos. Reverenciado principlamente pelos povos ao norte da Babilônia, conforme evidências encontradas nas cidades de Mari e Ebla. No segundo milênio antes de nossa era, Adad era o deus da cidade de Alepo, mas em outras áreas da Síria, seu culto se funde com o de outros deuses do tempo, como Baal e Dagon. Adad foi um deus importante na Assíria. Tiglath-Pilesar I construiu um santuário para ele e Anu na capital Ashur. Adad é freqüentemente invocado em maldições, bem como em documentos especiais e privados, como figura de proteção e advertência para todos.

Adão: Um dos dez Sublimes Patriarcas antediluvianos. Adão representa a todos os milhões de habitantes da Lemúria.

Adão-Eva: A raça Hiperbórea. Andróginos Inativos.

Adão Kadmon: Entre os cabalistas é Iacco ou Iacchos. É o próprio Dionísio grego, o deus do vinho ou energia erótica sublimada. O Ser na sua totalidade, o Ser Total auto-realizado. Na Cabala hebraica, o corpo de Adam Kadmon é a Árvore Sefirótica. Em termos cabalistas, é a pessoa que logrou cristalizar em seu interior as três forças primárias, ganhando o direito de regressar ao Sagrado Sol Absoluto. Andrógino Divino de la primeira raça humana.

Adão Solus: A Raça Protoplasmática.

Adapa: (Uan, Oanes; babil.) De acordo com o mito, Adapa é filho do deus Ea/Enki, o deus da sabedoria, bem como também o Sacerdote-Rei de Eridu, a cidade mais antiga da Babilônia. Ele foi o primeirodos Apkallu, os Sete Sábios enviados por Ea, que trouxeram as artes e civilização para a humanidade. Enki deu a Adapa conhecimento, mas não a vida eterna. Adapa também era um pescador, e um dia, quando estava pescando para prover o templo de Ea, o Vento Sul, Sutu, entornou seu bote, atirando-o contra as rochas, e Adapa, furioso, quebrou a asa do Vento Sul. Por este ato, ele teve de responder frente a Anu nos céus. Ea aconselha Adapa a não beber ou comer da mesa de Anu, e com isto, Adapa acaba não recebendo a vida eterna. Adapa é o precursor do Adão bíblico, o primeiro homem.

Ad Deum Qui Leatificat Juventutem Meam: (latim) Para Deus, que é a alegria de minha juventude.

Adepto: (latim: Adeptus, “o que obteve”). É aquele que, mediante o desenvolvimento espiritual conseguiu o grau de Iniciação; isto e, alcançou conhecimentos e poderes transcendentais e chegou a ser Mestre da Filosofia Esotérica. O Adepto é un ser plenamente Iniciado que vela pelo progresso da humanidade e a dirige. Alguns Adeptos pertencem ao atual Mahavântara, outros proceden de outros anteriores. “Filho de Deus” e “Filho da Luz”, depois de recebir a “Palabra Perdida” (quando nasce o Cristo Interno) e os Sete divinos atributos da “Lira de Apolo” (Lira de Sete Cordas, símbolo do sétuplo mistério da Iniciação). Ao que acaba de se iniciar se lhe chama “primeiro nascido” e “duas vezes nascido”, quando alcança sua final e suprema iniciação. Sinônimo de Mestre. O Adepto está muito além dos santos, já que estes se estancaram em seu avanço, e, ainda que estejam em mundos de suprema felicidade, não eliminaram os erros de sua parte oculta da "lua psicológica". Em ordem de méritos, depois do profano está o Santo e depois o Mestre, o Adepto.

Adi: Tatwas secretos que vibram durante a Aurora e resultam excelentes para a meditação interna. Ajudam muito a lograr o êxtase ou Samadhi. Para se captar o tatwa Adi, sugerem-se Pranayamas, Meditação e realizar as práticas antes do nascer do sol.

Adi-Buda: (bud.) Veja Samantabhadra e Absoluto.

Adi Kaya: Vazio e claridade. Inteligência iluminada. Corpo do Homem Galáctico.

Adonai: (hebr.) Meu Senhor. Astronomicamente, o Sol. Adoniram (Adonis + Hiram), Adonai, Adonis: Antigos nomes caldeo-hebraicos dos Elohim, ou forças criadoras terrestres, sintetizadas em Jeová. É o nome de um grande mestre da Fraternidade Branca, ligado ao Raio da Lua, é o mestre da Luz e da Alegria. A palavra Adonai é também um mantra curativo.

Adônis: Era filho de Mirra e de seu Pai Cyniras. As ninfas cuidaram de sua educação e quando se tornou homem, era tão formoso que Vênus enamorou-se dele. Porém Marte, o amante simbólico Dela, metamorfoseou-se em javali atacou o belo Adônis (a Essência) e o fez em pedaços. Isso representa, alegoricamente, que nossa Essência, está despedaçada em múltiplos pedaços dentro dos vários Eus psicológicos.

Adoum: (Jorge, Mago Jefa) Médico e escritor de ocultismo de origem libanesa, que assinava como Mago Jefa. Desencarnado em 1958, no Rio de Janeiro. O Mestre Samael refere-se à sua obra A Sarça de Horeb, aonde se faz a descrição de uma autêntica missa negra. Também afirma que ele é um grande escritor gnóstico e mestre de Mistérios Maiores da Loja Branca.

Adultério: Produz-se normalmente porque os casais não energeticamente afins nos cinco centros da máquina humana ou por terem distintos temperamentos. A mulher, por ser energeticamente o elemento passivo, armazenam-se nela durante o ato sexual certas substâncias atômicas do homem. Por isso, é um problema gravíssimo adulterar, já que o homem que adultera contrai os elementos energéticos dos outros parceiros com os quais a mulher se relacionou sexualmente, daí se envenenando.

Aedom, Eodon: (gnosis) Palavra pertencente à língua de ouro dos mestres da Luz. Significa Aflição Mística.

Aelohim: Nome que os antigos davam ao Eterno Pai Cósmico Comum. É a Seidade incognoscível e imanifestada.

Aeon: (latim, grego: Aión) O tempo, a eternidade. Emanações procedentes da Essência divina, seres celestiais; entre os gnósticos eram gênios e anjos; Eón, que equivale à voz castelhana “evo”, é também o 1º Logos; “Eternidade”, no sentido de um período de tempo aparentemente interminável, porém, apesar de todo, que tem limite, ou seja, um Kalpa ou Mahavântara. Os Eons, Espíritos estelares emanados do Ain Sof, são inteligências ou seres divinos idênticos aos Dhyán Chohans da filosofia oriental.

Afrodite: (grego) Deusa do Amor e da Beleza. Nascida da espuma do mar, isto é, da transmutação sexual. Em Roma passou a ser Vênus. Nos mundos internos é uma grande mestra da Fraternidade Branca.

Ágama: (sânscr.; masculino): Acesso, nome de alguns textos sagrados do hinduísmo vinculados com o tantrismo.

Agartha: (Agarthi) Reino subterrâneo onde vivem os membros da Sagrada Ordem de Melchisedeck. É o reino do Senhor Melquisedeck, o Regente Supremo do planeta Terra. São todas as cavernas da Terra, onde existem diversas cidades místicas, como Shamballah, a Cidade dos Deuses, onde oficia o Cristo Jesus.

Agna, Ajna: (sânscr.; feminino), Agna-chacra (masculino) Sexto centro, ou Chacra, do corpo sutil, situado um pouco acima do entrecenho. É o chacra da terceira visão. O terceiro olho, o qual quando desperto nos confere o sentido da Clarividência e a virtude da Sabedoria.

Agni: Deus supremo do elemento Fogo. Tradicionalmente se pinta a Agni usando uma roupagem violeta e montando um carneiro, símbolo da energia sexual sublimada. No astral, Samael diz que este mestre toma a forma de um bebê recém-nascido irradiando uma luz puríssima. Chefe supremo de todos os Deuses, Gênios, Devas e demais seres do fogo, como as salamandras. É um dos quatro supremos Devarajas, filhos da Mãe Cósmica.

Agnostos Theos: O Espaço Abstrato Absoluto Incondicionado e Eterno. A Divindade incógnita e desconhecida. O Demiurgo Arquiteto do Universo.

Agregados: (psíquicos) (bud.) Ego, Skanda.

Água Morta: É um tipo de iluminação relativa, não objetiva. Indica que o Iluminado ainda tem ataduras psicológicas. É o Samadhi momentâneo, ainda impurificado pelo Ego.

Ahamkara: É, na Yoga, a dissolução do Eu Psicológico mediante a compreensão durante a meditação e com a ajuda da Kundalini, ou seja, o fogo sexual ascendente.

Ahamkrita-Bhava: (sânscr.) Condição egóica na qual se acha a Consciência.

Ah-Hi: São os fogos inteligentes da Aurora da Criação. Estão saturados de felicidade. Esses seres de ouro, misteriosos e terrivelmente divinos, moram muito além da mente e das sombras que choram. Eles constituem-se no Exército da Voz, o Verbo, a Palavra.

Aibu: (gnosis) Palavra de saudação na língua dos mestres da Fraternidade Branca. Também Albu.

Ain: (hebr.) É o existente em estado negativo, a Divindade em repouso e absolutamente passiva. Primordial e fantasticamente desconhecida manifestação do Absoluto. Eterno Ignoto.

Ain Sof: (hebr.) É a estrela atômica interior que deve brilhar a partir do momento em que o Ego atômico seja desintegrado. O Ilimitado ou Infinito; a Deidade que emana e se estende. Na Cabala, o Ancião de todos os Anciães; o Eterno; a Causa Primeva. Ain Soph também é escrito En Soph e Ein Soph, pois ninguém, nem mesmo os rabinos, está inteiramente seguro de suas vogais. Para os antiguos filósofos hebreus é o Princípio Uno, Abstrato (o mesmo que para a filosofía oriental é Parabrahman). Entre os primitivos cabalistas caldeus, Ain Soph era o “sem forma ou ser”, “sem nenhuma semelhança com outra coisa qualquer”. A voz Ain significa “nada” ou “Olho”, no sentido de ser o Centro de todas as Infinitudes e Eternidades.

Ain Sof Aur: (hebr.) “Luz sem limites”. A Luz infinita que se reconcentra no primeiro e supremo Sefirote, que é Kether, a Coroa.

Ain Sof Paranishpana: (hebr.) Átomo auto-realizado que possui os 4 Átomos COHN: Carbono, Oxigênio, Hidrogênio e Nitrogênio. Ou seja, esta é a alegoria de todo Mestre que se auto-realizou totalmente, cristalizando uma quintessência de todos corpos internos, ou seja, de todos os 10 Sefirotes da Cabala. Só é um mestre Ascenso quem cristalizou a Árvore Cabalística em sua Consciência, e essa Árvore é em síntese uma série de Átomos Hiperdivinos que se cristalizam no Fundo Hiperlativo de nosso Ser. Mestre auto-realizado e livre.

Aka-Bolzub: É o aspecto feminino do Logos, entre os maias. A Cósmica Mãe Divina.

Akasha: (sânscr.) A causa primordial do Éter, do eletromagnetismo, o quinto elemento criador da Natureza.

Akiba: (jud.; Aquiba Ben Joseph, 50-132 d. c.). Rabino e cabalista hebreu, fundador da escola rabínica de Jafa e mestre de Simeon ben Jochai. Recolheu as tradições cabalísticas esotéricas hebraicas e sistematizou o Sepher Yetzirah que normalmente lhe é atribuído. Segundo a tradição oculta, alcançou a iniciação.

Akshobhia: (bud.) Um dos cinco Dhyani-Budas.

Alah: (islam.) Palavra árabe que designa Deus. Também Alá. Sagrado mantra do Deva que se encontra sobre a Caaba, em Meca, Arábia Saudita.

Alaya-vijnana: (sânscr.) Consciência-armazém; conceito da escola Yogachara para definir uma consciência cósmica que armazena todos os fenômenos. É a onisciência do Iluminado.

Alberto Magno: (alq.; 1206-1280 d.C.) Filósofo Escolástico alemão, da Ordem Dominicana. Um dos espíritos mais universais da Idade Média, introduziu o aristotelismo na Teologia, que soube irmanar com as ciências físico-químico-naturais. Alcançou fama de mago por seus experimentos alquímicos e físicos. São muito conhecidos nos círculos esotéricos os seus escritos, especialmente: O Grimório de Alberto o Grande.

Albumasar: (alq.; Abu Maaschar, 805-885) Astrólogo e astrônomo árabe que viveu em Bagdá. Sua Introductiorum Astronomium e outras obras astrológicas traduzidas do latim exerceram grande influência no desenvolvimento da astrologia na Idade Média.

Alcorão: Livro sagrado dos muçulmanos. Em árabe, Cur’an significa literalmente O Livro (Al-Ktab). Texto sagrado do Islã. O nome em árabe indica algo lido ou recitado. Esta palavra pode ser uma forma arabizada de origem assíria. Se aplica ao livro que contém o que para os muçulmanos foram uma série de revelações de Alá (Deus) a Maomé durante sua estância em Meca (Makka) e Medina (al-Madinah) durante as primeiras décadas do século 7.

Aldebaran: (ufol.) Situa-se na Constelação do Touro. Segundo afirmações do Mestre Samael Aun Weor, fundador do gnosticismo moderno, essa estrela possui algumas das civilizações mais evoluídas da galáxia. Tal foi sua evolução que os planetas ao redor de Aldebaran se transformaram em corpos luminosos, quase como estrelas. Sua evolução tecnológica é também espantosa. Quando esses seres viajam a outros planetas e galáxias, usam seus corpos luminosos, não necessitando mais de naves. Juntamente com a Ursa Maior, possui uma das mais adiantadas civilizações de toda a nossa galáxia.

Aleister Crowley: Nascido sob o nome Edward Alexander Crowley, no dia 12 de outubro de 1975, é o bodhisatva caído do mestre egípcio Therion. Divulgador da filosofia Thelemita. Infelizmente, por não trabalhar sobre a morte do Ego, converteu-se num hanasmussen, tergiversando os ritos sagrados passados a ele por membros da Santa Igreja Gnóstica européia.

Alfa-cinza: (ufol.) Tipo de extraterrestre extremamente magro, de pele cinza, cabeça enorme sem orelhas e nariz, grandes olhos negros sem pupilas; a maioria tem cerca de 1,20 m, mas há alguns altos. Confira zeta.

Al-Ghazali: (Abu Hamid Al-Ghazali, 1058-1111) Filósofo e Místico súfi árabe. Uma das mais proeminentes figuras do Sufismo, tentou através de suas obras a reconciliação e assimilação do Sufismo na teologia muçulmana ortodoxa. Autor de importantes trabalhos filosóficos, onde impregna as teses aristotélicas.

Al-Hallaj: (Hussein Ibn Mansur, 866-922 d.C.) Místico Súfi, discípulo do célebre mestre Junsid de Bagdá. Predicou logo sua própria doutrina na Índia e no Turquestão, regressando logo a Bagdá, onde foi condenado à morte aparentemente por haver exposto publicamente a Doutrina Oculta. Não obstante, foi anos depois muito venerado. Em sua Mensagem de Natal 1967-1968 (A Noite dos Séculos), o mestre Samael dedica todo um capítulo à história deste Grande Mestre, no qual o chama “O Cristo Súfi, O Omnicósmico”.

Alice A. Bailey: (1880-1949) Esoterista e autora inglesa. Em sua juventude formou parte de um centro teosófico de Los Angeles (EUA), logo fundando a Arcana School e a revista The Beacon. Suas numerosas obras foram inspiradas ou ditadas pelo Mestre Djwal Khul (ou simplesmente DK, O Tibetano), mediante aa faculdade de clariaudiência que a autora possuía. Obras: Psicologia Esotérica, Tratado sobre os Sete Raios, Tratado Sobre o Fogo Cósmico etc.

Ali ibn Abi Talib: Primo e genro do profeta, quarto califa; casou-se com Fátima, filha do profeta Mohammad, ou Maomé. É representado como o imã supremo dos súfis. Seu símbolo é a espada Zulfikar, a espada de duplo gume, símbolo da força da kundalini, que tanto pode ascender pela coluna vertebral do esoterista quanto baixar a seus infernos atômicos, transformando-se na cauda de demônio.

Allan Kardec: (Hipollyte Leon Denizard Rivail, 1804-1869) Espírita e pedagogo francês. Colaborador de Pestalozzi. Atuou na docência e desde 1865 advogou na difusão e codificação da doutrina espírita. Fundou a Revue Spirite e a Societé Parisienne d’Etudes Spirites. Sua obra Le Livre d’Esprits (O Livro dos Espíritos) se converteu em texto básico do espiritismo, ao que configurou num sistema doutrinário filosófico-moral coerente. Sua personalidade ocupa um lugar de exceção dentro do espiritualismo de todos os tempos. Samael estudou suas obras, assim como Krumm-Heller e ambos encontraram elementos que os ajudaram em suas buscas da verdade. Sem embargo, não compartilharam com os processos de mediunidade, qualificando-os como pura Magia Negra.

Allat/Allatu: Deusa babilônica da sexualidade e da cópula, esposa de Nergal. Veja Ereshkigal.

Allulu: Ser metade pássaro, metade humano, que amou Ishtar, e que teve suas asas quebradas.

Alphonse Louis Constant: (Elifas Levi Zahed, 1810-1875) Esoterista, cabalista e autor francês. Chegou a ser diácono, porém foi expulso do seminário, provavelmente por seus atos demasiado liberais e por mostrar grande interesse pelas ciências ocultas. Foi Mestre de vários ritos maçônicos e iniciado da Societas Rosicruciana in Anglia. Membro dos Frates Lucis, e é considerado uma das mais altas e importantes personalidades ocultistas do século 19. Autor de: Dogma e Ritual da Alta Magia, História da Magia, O Livro dos Esplendores etc. Samael nos ratifica sua maestria, cita-o freqüentemente e nos narra algumas de sus experiências com este Mestre.

Alternativa 2: (Ufol.) Projeto que teria sido arquitetado na década de 50 para preservar a raça humana de uma futura extinção; consistiria na construção de gigantescas cidades subterrâneas. À parte ser real a existência de enormes complexos subterrâneos, os Alternativa 1, 2 e 3 teriam sido criações de um programa inglês de ficção científica na décade de 70.

Alternativa 3: (ufol.) Proposto conjuntamente com o Alternativa 2 e com análoga finalidade, propunha a exploração e colonização de Marte, Vênus e/ou da Lua, com auxílio de tecnologia alienígena; há quem acredite que tenha resultado em pousos na Lua ou em Marte em 1962, e que existiriam bases do governo secreto nestes orbes. Pode tratar-se no entanto de fantasia (ver Alternativa 2).

Amém, Amén: (hebr.) A palavra Amém em hebraico está formada pelas letras A, M, N = 1, 40, 50 = 91, e, assim, é um similar de “Jeová Adonai” = 10, 5, 6, 5 e 1, 4, 50, 10 = 91 em conjunto. É uma forma da voz hebraica equivalente a “Verdade”. Na linguagem ordinária, Amém se diz que significa “Assim seja”. Porém, em lenguagem esotérica, Amém significa “o oculto”. Os egípcios empregavam dito termo para invocar a seu grande Deus de Mistério, Ammon (o Ammas, o Deus Oculto), afim de se fazer visível e manifestar-se a eles. Amém é intitulado “Senhor da festa da Lua Nova”. Jeová-Adonai é uma nova forma do deus de cabeça de carneiro, Amoun ou Amon, que era invocado pelos sacerdotes egípcios sob o nome de Amém.

Amén-Smen: (grego) Paraíso dos Oito (Ogdóada) A Tétrade o Quaternário, ao refletir-se, produziu a Ogdóada, o “Santo Oito” segundo os gnósticos marcosianos. Os Oito Grandes Deuses foram denominados a “Sagrada Ogdóada”. Na filosofia oriental, a Ogdóada é Aditi com seus oito filhos.

Amenti, ou Amén-Ti: (egípcio) Esotérica e literalmente, a morada do Deus Amen o Amoun, ou o Deus secreto, escondido. Exotericamente, el reino de Osíris dividido em 14 partes, cada uma das quais, estava destinada a algum fim relacionado com a vida futura do defunto. Entre outras coisas, em uma dessas divisões estava a Sala do Juízo. Era a “Terra do Ocidente”, a “Mansão Secreta”, a “Terra Tenebrosa” e a “Casa Sem Porta”. Porém também era Kerneter, a “Morada dos Deuses” e a “Tierra dos Espíritos ou Sombras”, como o Hades dos gregos. Era, também, a “Casa de Deus-Pai” (no qual há “muitas mansões”). As 14 divisões comprendiam, entre muitas outras, Aanroo, a Sala das Duas Verdades, a Terra da Bem-aventurança; Neter-xer, “ou lugar funeral ou cemitério”; Otamer-xer, os “Campos de Aprazível Silêncio”; e também outras muitas salas e mansões místicas; uma delas como o Sheol dos hebreus, outra como o Devakán dos ocultistas etc. Ademais das 15 portas da morada de Osíris, havia dois principais: a “porta de entrada” ou Rustu, e a “porta de saída” (reencarnação) ou Amh. Porém não havia no Amenti sítio algum que representasse o ortodoxo inferno cristão. A pior de todas era a Sala das Trevas e Sonhos eternos. Este lugar é Decreto Kármico; a Terra do Silêncio, a mansão daqueles que morrem absolutamente incrédulos, que falecem antes do término assinalado de sua vida, e por último do que morre no umbral do Avitchi, que jamais está no Amenti ou algum outro estado subjetivo, salvo em um só caso: quando estão nesta região de forçoso renascimento. Esses não se detinham muito tempo ainda que em seu estado de sonho profundo, de esquecimento e trevas, antes ao contrário, eram conduzidos com mais ou menos presteza até o Amh, a “porta de saída”.

Amina: Mãe do profeta Maomé, sua Mãe Divina.

Amitaba: (sânscr.; chinês O-Mi-Tuo; jap. Amida; tibet. Öpagmed/’Od Dpag Méd) Um dos cinco Dhyani-Budas, associado à Terra Pura do Oeste, Sukhavati.

Amortecedores: Mecanismos psicológicos que nos impedem de experimentar a realidade do momento presente e ver a nossa verdadeira condição mecânica; particularmente, um mecanismo através do qual a Falsa Personalidade protege o quadro fantasioso que temos de nós mesmos. O uso de um amortecedor como em "amortecer uma situação desagradável".

Amurru: (babil.) Deus principal dos Amoritas, chamado de Deus do Oeste da Natureza, mas de templos e atribuições ainda incertas. Nome do Vento do Oeste em acádio.

Amplificação: (Psicol.) Método de interpretação de imagens oníricas e desenhos desenvolvido por Jung, no qual o motivo ou a imagem onírica são ampliados, esclarecida e dado a ela um contexto significativo comparando-a com imagens similares da mitologia,do folclore e da religião comparada. A amplificação estabelece o contexto coletivo de um sonho, permitindo que seja visto não só em seu aspecto pessoal, mas em termos arquetípicos gerais que são comuns a toda a humanidade.

Anaata, Anahat: (sânscr.; masculino) Quarto chacra do corpo sutil, localizado à altura do coração. É o chacra que nos confere a intuição e nos dá o poder de controlar os ventos, os furacões. Se bem desenvolvido, dá os poderes paranormais da Levitação e do Teletransporte.

Anael: (hebraico) Arcanjo-Cosmocrator. Regente e Embaixador planetário de Vênus. Símbolo do amor, da bondade, da arte e da virtude de Deus. É o embaixador do Logos de Vênus (Uriel) na Terra (Lembrando que Uriel é um dos quatro grandes Arcanjos, junto com Miguel, Rafael e Gabriel, que governam as estações). Seu nome significa “a luz de Deus”, e se lhe representa com um pergaminho e um livro que simboliza seu caráter de intérprete de juízos e profecias. A literatura esotérica expressa que Ele rege o verão e está relacionado com o princípio das forças do elemento sutil do enxofre. No Islã, Ele é chamado Israfil e é o Arcanjo da música que fará soar sua trombeta no Dia do Juízo para anunciar a Ressurreição.

Ananda: (sânscr.; masculino) Felicidade, bem-aventurança, estado de aptidão espiritual, objetivo do Sádhana tântrico. Primo do Buda Shakyamuni e um de seus principais discípulos.

Anapanasáti: (páli) Meditação sobre a respiração.

Anatman: (sânscr.; páli Anatta) O não-eu, não-ego, não-essência; ausência de qualquer indivíduo ou essência independente ou permanente. Veja Trilakshana.

Angal: (ou Ishtaran; babil.) Deus patrono de Der, a cidade ao leste do rio Tigre.

Angutara-Nikaya: (páli) Coleção Numérica; uma das seções do Sutta-Pitaka.

Aniquilação Budista: (sânscr.) Quando o discípulo se encontra no máximo grau de estancamento e passa por grandes crises emocionais, por um Supremo Arrependimento ou Suprema Dor, e não pode desintegrar o Ego-Causa, pois está relacionado com a Lei do Karma, a Mãe Divina Kundalini perdoa e se levanta e pulveriza a causa do erro, liberando a Essência. De um modo mais amplo, é a morte dos "venenos mentais"que aprisionam o budhata, a Essência Divina.

Ankh: (egípcio) Cruz egípcia que simboliza o Triunfo da Vida sobre a Morte; a Reencarnação e a Imortalidade. É a cruz com asa ou Ansa; é chamada também Cruz Ansata.

Ankh-Lad: (egípcio) Como um dos atributos de Ísis, era o círculo mundano; como símbolo da Lei sobre o peito de uma múmia, era o da Imortalidade, de uma eternidade sem princípio nem fim, a que descende sobre o plano da natureza material e o rebaixa, a linha horizontal feminina, sobrepujando a linha vertical masculina; o fecundante princípio masculino da Natureza, ou Espírito. Esotericamente, é um Grau relativo à Consciência Objetiva do Ser. Somente os Mestres Ressurrectos e os Ascensos é que possuem o ankh-Lad.

Anitya: (sânscr.; páli Anitta) Impermanência. Veja Trilakshana.

Annie Besant: (1847-1939) Teósofa, jornalista, reformadora social e oradora de origem irlandesa. Avançada discípula de HPB, ocupou a presidência da Sociedade Teosófica em Adhyar, desde 1907, até seu falecimento. Foi uma das mais notáveis figuras no campo da Teosofia moderna. Obras: A Sabedoria Antiga, Genealogia do Homem, O Homem e seus corpos etc. O Mestre Samael a menciona em várias ocasiões, especialmente no concernente ao Caso Krishnamurti. (Veja link Mestres da Senda, neste mesmo site gnosisonline.)

Antarabhava: (sânscr.) Veja Bardo.

Anu: Deus sumério do firmamento, filho de Nammu, pai de Enlil, esposo de Ki. deus de Uruk, templo Eanna; filho de Anshar e Kishar, consorte de Ki/Antu, pai de Ellil, Adad, Gerra, Sharra, e (em algumas tradições) Ishtar. Seu vizir é o deus Ilabrat. Deus principal da geração mais antiga. Símbolo: coroa de chifres sob o sinal de templo/altar.

Anshan: Moderna Tell Malyan. Capital da civilização iraniana antiga, próxima de Persépolis. Incluída na Lista dos Reis Sumérios.

Anshar: “Céu pleno”, deus sumério e acádio da antiga geração, pai de Anu, geralmente tido como consorte de Kishar, e assimilado com Assur por semelhança fonética. Seu vizir é o deus Kakka.

Antu: (Antum, Anunitu; babil.) Esposa de Anu em Uruk, mãe de Ishtar. Também chamado Anunitu, especialmente em Sipar.

Anunaki: (Anunna, Anukki, Enunaki; babil.) Termo coletivo sumério e acádio para os deuses da fertilidade e do Mundo Subterrâneo, sob a liderança de Anu. Posteriormente, tornam-se juízes no Mundo Subterrâneo, algumas vezes identificados com os Apkalu. Algumas vezes também chamados de Igigi. Dizem certas tradições que são Deuses vindos de outros planetas para nos ajudarem em nosso crescimento interior.

Anuttara-Samyak-Sambodhi: (sânscr.; jap. Anokutara-Sanmyaku-Sanbodai) Iluminação insuperável, completa e perfeita. Encarnação das 3 Forças Primárias, último degrau antes da entrada ao Absoluto.

Anzu: (sumério Imdugug; Zu em acádio, também Azzu) Águia de cabeça de leão, porteiro de Enlil, nascido na montanha Hehe. Apresentado como o ladrão mal-intencionado no mito de Anzu, mas benevolente no épico sumério de Lugalbanda. Freqüentemente mostrado na iconografia na pose de Mestre dos Animais. No mito babilônico Anzu, ele era o vizir do deus supremo Enlil. Um dia, quando Enlil estava se banhando, Anzu roubou as Tábuas do Destino e escapou para o deserto. Aquele que possuísse as Tábuas do Destino se tornaria regente do universo. Ea então pede à deusa-mãe Belet-Ili para dar à luz a um herói divino capaz de derrotar Anzu. Belet-Ili dá à luz a Ninurta, mandando-o então para a batalha. Depois de uma luta eletrizante, Ninurta espeta o pulmão de Anzu com uma flecha, recapturando as Tábuas do Destino. O épico termina com elogios a Ninurta. Este mito possui produnda semelhança com os mitos de Lúcifer-Prometeu-Xolotl.

Ao: (grego) Pai do Pleroma. (Ain Soph).

Ápis: (egípcio; Ápis ou Hapi-Ankh: “O morto vivente”) Osíris encarnado no Sagrado Touro Branco. Ápis era o deus-touro, a quem deram morte com muita cerimônia ao chegar à idade de 28 anos, idade em que Osíris foi morto por Tifón. Não se adorava ao Touro, senão o símbolo de Osíris; exatamente o mesmo que os cristãos em seus templos dobram agora os joelhos ante o cordeiro, símbolo de Jesus o Cristo.

Apkalu: (babil.) De acordo com as tradições mesopotâmicas, e conhecidos apenas por referências indiretas e por Berossus, Ea mandou sete sábios divinos, Apkalus, sob a forma de peixes “puradu”, vindos do Absu para ensinar as artes da civilização (sumério: “me”) para a humanidade antes do Dilúvio. Seus nomes são:
Adapa (U-an, chamado Oannes, por Berossus); U-an duga; E-me-duga; En-me-galama; En-me-bulaga; An-Enlida; Utu-abzu. Cada um é conhecido por outros nomes ou epítetos, sendo equivalentes a um rei da época antediluviana, daí seus nomes coletivos de “conselheiros” ou “muntalku”. Nessa capacidade, a eles é dado o crédito de terem construído as muralhas da cidade. Responsáveis por habilidades técnicas, ficaram também conhecidos como artífices, “um mianu”, termo que mostra um possível trocadilho com um dos nomes de Adapa ou U-an. Alguns deles foram poetas, sendo a eles atribuídos os épicos de Gilgamesh e Erra. Eles foram banidos de volta para o Abzu por terem desagradado a Enki. Após o Dilúvio, certos grandes homens das letras e exorcistas receberam o status de sábios, mas apenas como mortais. Alguns deuses como Ishtar, Nabu e Marduk – também reivindicam o poder de controlar os sábios. Na iconografia, os sábios são mostrados como homens-peixe ou com atributos de pássaros apropriados a seres do Mundo Subterrâneo.

Apócrifos, Livros: (grego apokryphos, 'ocultos') denominação dada aos escritos de tema bíblico aparecidos nos primeiros séculos da era cristã, porém que não se consideram inspirados e em conseqüência, não se incluíram no cânone da Bíblia. Dentro de toda esta literatura, os católicos e os ortodoxos distinguem certos livros, que denominam deuterocanônicos. Os protestantes distinguem por sua vez outros livros, os denominados pseudoepígrafos, que para os católicos são livros apócrifos. Com a ampliação dos horizontes históricos nos estudos bíblicos que se produziu no século 19, começou a reconhecer-se o valor dos Apócrifos como fontes históricas. Escritos em 300 a.C. até o Novo Testamento, os Apócrifos arrojaram uma valiosa luz sobre o período que compreende desde o final das narrações do Antigo Testamento até o início do Novo Testamento. São ademais importantes fontes de informação acerca do desenvolvimento da crença na imortalidade, a resurreição e outros temas escatológicos, assim como da crescente influência das idéias helenistas sobre o judaísmo.

Apolônio de Tiana: (morto em 97 d.C.) Filósofo Neoplatônico e Taumaturgo grego, a maior figura da magia da Antiguidade Clássica. Sua biografia, escrita por Filostrato, narra seus milagres, que o convirteram em um equivalente pagão de Cristo. Se declarava preceptor da humanidade, visitava os templos, corrigia os costumes e predicava a reforma de todos os abusos. Foi acusado de magia e encerrado em um calabouço onde depois de humilhá-lo cortando seu cabelo e a barba, o encadearam. Foi desterrado e morreu em pouco tempo. Porém, depois de sua morte lhe renderam honras divinas. Possuía muito desenvolvido o dom da clarividência. O mestre Samael o menciona em reiteradas ocasiões e no esoterismo gnóstico são muito conhecidas suas 12 Horas de Apolônio, que representam as Etapas da Iniciação. Grande mestre da Venerável Fraternidade Branca, citado no Novo Testamento como Apolo.

Aquário: (Era de, Signo de) Constelação governada pelos planetas Urano (revolucionario) e Saturno (representado na Alquimia pelo corvo negro da morte). Seu avatar, ou anunciador, é Samael Aun Weor.

Arali: (Arallu; babil.) Nome do deserto entre Bad-tibra e Uruk, onde Dumuzi foi aprisionado, e talvez também uma terra mítica onde se achava Oura, conhecida como Harallum. Mais tarde também um nome para o Mundo Subterrâneo, ou os Reinos Infernais.

Aralim: (hebr.) Tronos. São os Seres Divinos do Mundo do Divino Espírito Santo, ou Sefirote Binah.

Área 51: (ufol.) Base militar secreta norte-americana usada para testes de novos aviões, localizada em Nevada. Lá estariam também naves extraterrestres recuperadas de acidentes, sendo testadas e estudadas. O lugar também é conhecido como Groom Lake, Dreamland e S-4.

Arhat: (sânscr.; páli Arahat, chinês Lo-Han, jap. Rakan; tibet. Drachompa/Dgra Bcom Pa) Ser perfeito, aquele que conseguiu superar o sofrimento do Samsara e alcançar o Nirvana. O objetivo das escolas não-mahaiânicas. Pode ser ouvinte (Shravaka) ou realizador solitário (Pratyeka-Buda). Também o nome dado ao Iniciado (homem ou mulher) que atingiu a 4ª Iniciação de Mistérios Maiores.

Arnaldo de Villanova: (1235-1313) Médico, alquimista, astrólogo e naturalista de origem espanhola. Considerado a mais alta autoridade astrológica de sua época. O Mestre Samael o define como um grande Alquimista e cita alguns de seus aforismos.

Arnold Krumm-Heller: (Guru Huiracocha, 1876-1949) Ocultista e médico alemão. Atuou em mais de 20 movimentos esotéricos, entre eles a Ordo Templi Orientis e a AA. Mestre Maçom com os graus 3, 33 e 96, e intitulando-se como Soberano Comendador da Fraternidade Rosacruz Antiqua (FRA, que ele mesmo fundara). É uma das figuras mais destacadas no Ocultismo Moderno. Obras: Biorritmo, Tatwâmetro, Rosa Esotérica, Curso Zodiacal, Plantas Sagradas, Novela Rosacruz etc. O mestre Samael nos fala de Huiracocha em muitas de suas obras, descrevendo os grandes dotes deste sublime Mestre. Nos Mundos Internos, Huiracocha é Arcebispo da Santa Igreja Gnóstica

Arthur: (mitol.) Chefe galês legendário, que animou a resistência dos celtas à conquista anglo-saxã (fins do século 5° e princípios do 6°), e cujas aventuras deram origem ao denominado Ciclo Arthuriano, chamado também Ciclo Bretão, herói da antiga Inglaterra, fundador dos Cavaleiros da Távola Redonda, personagens dedicados aos Mistérios do Santo Graal. Seu mito constitui-se nuna das epopéias mais formosas e profundas do Esoterismo. Na Cosmogonia, esse mito arturiano relaciona-se com a estrela Arcturus e a Constelação da Ursa Maior.

Arthur E. Powell: Teósofo e militar inglês, compilador de numerosos trabalhos sobre temas esotéricos, tais como: O Duplo Etérico, O Corpo Astral etc.

Arthur Edward Waite: (1867-1940) Erudito esoterista da tradição ocidental, maçom e autor americano. Escreveu mais de 200 obras sobre temas ocultistas que ocupam um lugar proeminente no campo da investigação hermética.

Arundale: (George Sidney, 1878-1945) Teósofo, escritor e orador inglês. Exerceu a docência na Índia e foi colaborador de Annie Besant. Presidente em 1934 da Sociedade Teosófica, em Adyar (Índia).

Aruru: Um dos nomes da Deusa-Mãe na mitologia babilônica.

Aryadeva: Monge indiano (séc. 3º d.C.), discípulo de Nagarjuna, um dos fundadores da filosofia Madhyamaka.

Aryasatya: (sânscr.; páli Aryasatta) Veja as Quatro Verdades Nobres.

Ásana: (sânscr.; masculino) Postura, posição, de yoga.

Asakku: (babil.) Veja Demônios.

Asanga: Monge indiano (século 4º d.C.), fundador da escola Yogachara, irmão de Vasubandhu.

Asarluhi: (babil.; também escrito Asalluhi, Asarluxi) Deus de Ku'ara, filho de Ea, assimilado por Marduk. Possui poderes mágicos e de cura, sendo muito evocado na literatura de encantos e alta magia.

Asculalu: (babil.) Objeto, ou arma, ainda sem identificação definida, arma de atirar. A palavra também pode significar um planta e um fenômeno atmosférico. Pode designar o poder ígneo da Kundalini, que tem a capacidade de destruir toda forma mental negativa.

Ashiata Shiemash: Grande mestre de compaixão que se encarnou para ensinar aos povos da terceira sub-raça ariana, especialmente no período áureo da Babilônia, as origens ultérrimas do Sofrimento, que é o Eu Psicológico. Seus ensinamentos influenciaram muitos povos do Oriente, e seus apóstolos chegaram até o Extremo Oriente, possivelmente até o Vietnã e Japão.

Ashnan: (babil.) Deusa dos grãos e cereais, tal qual Ceres. Filha de Enlil. A ela foram dados por Enki os campos férteis da Suméria. Deusa de grande poder, com um culto forte, e tendo Shakkan por consorte.

Ashoka: Rei indiano (século 3º d.C.) da dinastia Maurya, grande propagador do budismo.

Ashvaghosha: Poeta e filósofo mahayana indiano (séculos 1º e 2º).

Ashram: (sânscr.; masculino): Do termo Ashrama, esforço, reunião dos discípulos em torno de seu mestre espiritual (ou Guru).

Ashtar Sheran: (ufol.) Suposto e altamente polêmico comandante extraterrestre que comandaria uma gigantesca frota de naves com milhões de tripulantes, que teria como objetivo ajudar no "resgate" dos terráqueos durante um futuro cataclismo mundial. É personagem constante em canalizações no Ocidente, inclusive no Brasil. Entre os estudiosos de Ufologia, há os que endossam sua existência e pretenso papel, mas a maioria o considera um mito; outros ainda acreditam que trata-se do líder de uma facção negativa e nociva de alienígenas, fazendo-se passar por salvador.

Associação: (psicol.) Fluxo espontâneo de pensamentos e imagens suerficialmente interconectados e imagens que surgem em torno de uma idéia específica e normalmente determinado por conexões significativas e não causais inconscientes.

Assur: (Ashur) Deus nacional da Assíria, epíteto do Enlil assírio. Substitui Marduk como herói do Enuma Elish, na versão assíria. Patrono da cidade de Assur.

Asura: (sânscr. e páli) Semideus, titã; um dos seis Gati. Internamente, representa as forças instintivas egóicas. Ver também Maha – Asura.

Athanaton: (grego, Thanatos = Morte.). Imortal.

Atisha Dipamkara Shrijnana: (sânscr.; tibet. Jowoje/ Jo Bo Rje) Monge indiano que fundou a escola Kadam do budismo tibetano.

Ati-Yoga: (sânscr.) Yoga primordial, Dzogchen.

Atman: (sânscr.; masculino) Espírito, princípio eterno, o Absoluto presente no interior de cada ser vivente, se traduz ocasionalmente como Ocaso. Também conhecido como Íntimo, Ser, Espírito Divino etc.

Atrahasis: Em sumério, o mais sábio herói do mito do Dilúvio. Ensinado pelo deus Enki/Ea (o Pai-Mãe interior) para construir a arca e escapar das águas torrenciais. O venerável rei de Shuruppak (próximo a atual povoação de Tell Fara), pai de Utanapishtim, o babilônio Noé. Epíteto de Utnapishtim e de Adapa. Seria o grande rei e herói atlante Noen-Rá, que conduziu o Povo Eleito da Atlântida às terras dos planaltos tibetanos, iniciando-se aí a primeira sub-raça da 5ª Raça-Raiz Ariana. O mesmo Vaivasvata da Teosofia.

Aum: (sânscr.) A sílaba sagrada, a unidade de três letras, daí que a Trindade é o Uno. Sílaba composta das letras A, U e M (das quais as duas primeiras se combinan para formar la vocal compuesta O, cuya pronunciación generalizada es OM). Es la sílaba mística, imanante da Vibração Cósmica, emblema da Divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (representando A o nome de Brahma; U o de Vishnu; e M o de Shiva). É o mistério dos mistérios, o nome místico da Divindade, a palavra mais sagrada de todas, a expressão laudatória ou glorificadora com que se encabeçam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Na filosofia esotérica, esses são os três fogos sagrados, ou o “triplo fogo” no Universo e no Homem, e representa igualmente a suprema Tetráktis, simbolizada por Agni (Fogo) e sua transformação em seus três filhos “que bebe a água até a última gota”, o que significa que aniquila os desejos materiais. Segundo Patanjali, a contínua repetição deste nome em voz baixa deve ser practicada meditando profundamente sobre seu significado; disso surge o conhecimento do interno e o desaparecimento dos obstáculos ou distrações que impedem chegar ao Samádhi. Segundo os Vedas, a palavra AUM, que corresponde al Triângulo Superior, se é pronunciada por um homem muito puro e santo, chamará ou despertará não só as potências menos elevadas que residem nos elementos e espaços planetários, mas também ao “Pai” que está em seu interior. Pronunciada de modo devido por um homem medianamente bom, contribuirá para fortalecer sua moralidade, sobretudo se entre cada pronúncia medita profundamente sobre o AUM que reside dentro dele, concentrando toda a su atenção em sua glória inefável. Porém, ai daquele que a pronuncia depois de cometer uma falta grave e transcendental! Por este único fato atrairá sobre seus próprios cuopos sutis impuros, forças e presenças invisíveis, que de outra forma não poderisam atravessar a divina envoltura. Segundo Samael Aun Weor, escreve-se AUM, mas pronuncia-se AOM. Aum também representa o poder depositado sobre nossos 3 Centros, ou Cérebros psíquicos: A é a energia do Centro Intelectual, onde vibra a cor azul; O é a energia do Centro Emocional, cuja cor é o dourado; e M é a energia do Centro Sexual, cuja cor é o rosa.

Aur: (hebr.) Luz.

Aurobindo: (Sri, 1872-1950) Filósofo e místico hindu. Educado na Inglaterra, adquiriu grande cultura e participou do movimento emancipador de sua pátria. Em 1910 retirou-se a Pondichery, onde fundou o famoso Ashram Aurobindo, e passou o resto de sua vida na contemplação mística e escrivendo seus livros. É considerado um dos maiores místicos e comentaristas das escrituras sagradas da Índia moderna. Grande devoto da Mãe Divina, chamada por ele simplesmente de A Mãe.

Auto-observação: A prática de estar atento às funções internas, ao mesmo tempo em que se percebe as ações e o ambiente; o aspecto da Lembrança de Si, que envolve estar atento às manifestações da sua Máquina Egóica.

Avalokiteshvara: (sânscr.; chinês. Kwan-Yin, Kwan-Hsi-Yin; jap. Kannon, Kanzeon, Kanjizai; tibet. Chenrezig/Spyan Râs Gzigs) No budismo Mahayana, o Bodhisatva da Grande Compaixão. É um dos desdobramentos do Cristo Cósmico.

Avatamsaka-Sutra: (sânscr.; jap. Kegon-Kyô) Discurso da Guirlanda de Flores; texto do budismo Mahayana de grade importância para as escolas Hua-Yen e Kegon.

Avatara, Avatar: (sânscr.; masculino) Forma de uma deidade que baixou, desceu à terra e se encarnou para salvar o mundo da decadência total. Na tradição hinduísta, afirma-se que o deus supremo Vishnu (o Cristo Cósmico) se manifestaria dez vezes desde o começo da Káli Yuga até o fim dos tempos, sendo o último deles chamado de Kálki Avatar (o Mensageiro de Káli Yuga, ou Idade do Ferro, ou das Trevas), ou seja, aquele que vem para dissipar as trevas finais. Este Kálki Avatar tem o nome de Samael Aun Weor.

Ave Fênix: Ave fabulosa do tamanho de uma águia, que depois de uma vida dilatada se consumia a si mesma por meio do fogo e renascia de suas próprias cinzas. Quando seu fim se aproximava, reunia madeiras e resinas aromáticas, que expunha aos raios do Sol para que ardessem e em cujas chamas se consumia e renascia de suas próprias cinzas. É o símbolo da Resurreição na Eternidade, na qual a Noite segue ao Dia e o Dia à Noite; alusão aos ciclos periódicos de resurreição cósmica e reencarnação humana. A Ave Fênix vive mil anos, ao término dos quais, acendendo um fogo chamejante se consome a si mesma. Renascida logo de suas cinzas, vive outros mil anos, e assim até sete vezes sete. As “sete vezes sete”, ou 49, são uma transparente alegoria e uma alusão aos 49 Manus, às 7 Rodas, aos 49 níveis profundos da mente humana, e aos 49 ciclos humanos na Ronda verificada em cada Globo. Na Alquimia é símbolo da Regeneração da Vida Universal. Pode, também, na sua simbologia invertida, representar o Eu Psicológico, que pode renascer em nossa mente.

Avicena: (Abu’Ali Ibn’Abdullah Ibn Sina, 980-1037) Médico e filósofo árabe. Deve-se a ele a classificação das ciências usadas na Idade Média. Cultivou a alquimia e a astrologia e a tradução latina de seus escritos alquímicos difundiu essa ciência na Europa. Em suas doctrinas filosóficas se encontram muitos elementos neoplatônicos.

Avidya: (sânscr.; páli Avijja; jap. Mumyô; tib. Marigpa/ Ma Rig Pa) Ignorância, delusão.

Aya: (Ai) "Aurora", a esposa do deus-sol babilônico Shamash.

Ayabba: O mar, o oceano, em semítico.

B
Babaji:
(ou Reverendo Pai) Mestre indiano que, segundo a tradição reside nos desfiladeiros dos Himalaias em companhia de um grupo seleto de discípulos e que conserva a aparência de um jovem de 18 anos. Foi o Guru de Lahiri Mahayasa. O mestre Samael nos fala do imortal Babaji e de sua irmã (esposa-sacerdotisa) Mataji, em sua obra O Matrimônio Perfeito. É um mestre Ascenso que possui o mesmo corpo físico há muitos milhões de anos.

Babilônia: (Babil., Bab-El) "Portal dos Deuses", capital dos babilônios, situada no rio Eufrates. Patrono: Marduk. Residência de grandes reis a partir do segundo milênio. Também chamada de Shuanna. Um dos principais Impérios da 3ª sub-raça da Raça Ariana. Seu Avatar foi Ashiata Shiemash.

Babiloniaca: Veja Berossus.

Bafometo, Baphometo: (grego) Símbolo Hermético-Cabalístico. Baphe e Methis: Batismo ou Iniciação na Sabedoria. Treinador psicológico e Guardião das Portas do Santuário (veja: Mistério do Baphometo). No centro do Labirinto da grande Catedral de Chartres havia uma estátua imponente de Bafometo, arrancada pelos católicos.

Bankei Eitaku Yotaki: Monge zen japonês (1622-1693) da linhagem Rinzai.

Barbelos: (hebr.) Os Mundos Superiores. Segundo o Evangelho gnóstico O Livro Secreto de João, “é o Pensamento feito ativo, e a que apareceu em presença do Pai saiu na luz brillante. Ela é o primeiro poder; ela precedeu a tudo e saiu da mente do Paie como o Pensamento Anterior de tudo. Sua luz se parece com a luz do Pai; como o poder perfeito, ela é a imagen do perfeito e invisível Espírito virgem. Ela é o primeiro poder, a glória, Barbelo, a glória perfeita entre os mundos, a glória emergente. Ela glorificou e louvou aol Espírito virgem, porque havia saído através do Espírito. Ela é o primeiro Pensamento, a imagem do Espírito. Ela se converteu no ventre universal, porque ela a tudo precede: o Pai comum, a primeira Humanidade, o Espírito Santo, o varão triplo, o poder triplo, o andrógino com três nomes, o reino eterno entre os seres invisíveis, o primeiro a sair…”. E continua mais adiante: “O Pai penetrou em Barbelo com uma mirada, com a luz pura, brilhante, que rodeia ao Espírito invisível. Barbelo concebeu e o Pai produziu um raio de luz que se parecia com a luz bendita, mas não era tão brilhante. Este raio de luz era a Alavanca única do Pai comum que havia saído, e o único rebento e a Alavanca única do Pai, a luz pura”. (O Verbo, Cristo).

Bardo: (tibet. Bardo; sânscr. Antarabhava) No budismo tibetano, o estado intermediário entre a morte e o renascimento; uma das seis yogas de Napora (tib. Naro Crödrug).

Bardo Thodol: (tib. Bsr Do Thos Sgrol) Liberação através do Entendimento no Estado Intermediário; popularmente conhecido como o Livro Tibetano dos Mortos, texto sobre o processo da morte e renascimento. Livro tibetano dos espíritos do Mais Além. Escrito pelo grande mestre iluminado Padma Sambhava, esta obra é um Guia espiritual de iniciação ao desconhecido. Livro Tibetano dos mortos. Livro que relata os processos da alma depois da morte, contém tratados de como se regressa a tomar novamente corpo e de como emancipar-se da Roda do Samsara. Bardo se traduz como estados post-mortem.

Bardesanes: (155-223) Filósofo Gnóstico, astrólogo e poeta sírio. Compôs uma série de escritos e hinos que são a base de um sistema místico especulativo onde também entra a astrologia.

Base subterrânea: (ufol.) Veja Dumb.

Basilides: (gnosis; séc. 2° d.C.) Filósofo Alexandrino, um dos cimentadores do gnosticismo. Seu sistema de inclinação neoplatônica e no qual revestem importância a magia e a astrologia descreve a existência de forças divinas (Abraxas) em série decrescente de esplendor através de numerosas emanações. A organização de seu grupo de discípulos tem similitude com a estrutura simbólica à maneira pitagórica. Foi o inventor da palavra Abracadabra, utilizada como Chave Mágica pelos cabalistas. Suas obras foram perdidas. Seus discípulos foram chamados Basilidianos.

Basílio Valentim: (gnosis; Basilis Valentine) Alquimista e filósofo hermético alemão do século 15. Foi uma figura enigmática na história da alquimia e se lhe atribui a descoberta do Antimônio e do Bismuto. O Mestre Samael nos fala das Doze Chaves de Basílio Valentim como chaves de interpretação da Alquimia.

Bassui Zenji: Famoso monge zen japonês (1327-1387) da Escola Rinzai.

Beethoven: (Ludwing van, 1770-1827) foi iniciado na franco-maçonaria e é um Mestre do Raio da Música. Grande devoto da Mãe Divina Kundalini, diz a tradição que tinha sempre em seu piano um busto da Deusa Neith, e ao lado dela a frase, escrita pelo próprio punho de Beethoven: “Eu sou a que foi, é e será, e nenhum mortal jamais levantou meu Véu”. O mestre Samael nos diz que no Templo da Música (6ª Dimensão) Ele oficia como Guardião.

Bel: Título, Senhor, adotado por vários deuses como cabeças de seus panteões locais. O termo se refere a Marduk na Babilônia, Assur na Assíria, e Ninurta no épico Anzu.

Belet Ili: (Nibhursag) "Senhora de todos os deuses", nome da Grande Deusa Mãe. A grande Deusa-Mãe dos sumérios, consorte adorada de Enki. Deusa suméria do útero e das formas. Os deuses lhe pediram para criar os homens, para que estes pudessem trabalhar o solo e construir canais, e mulheres, para que estas gerassem as futuras gerações de servos dos deuses. Ela criou inicialmente sete homens e sete mulheres e, como resultado, após 600 anos, homens e mulheres já se tinham tornado numerosos na terra. Entre os gnósticos é a Divina Mãe Cósmica, a Hera grega.

Belet-seri: (babil.) "Senhora dos espaços abertos (onde residem os espíritos)" deusa que faz os registros do Mundo Subterrâneo. Epíteto: Escriba da Terra.

Belili: (babil.) Um dos nomes da deusa Geshtin-anna, irmã de Dumuzi, esposa de Nin-Gishzida. Epíteto: ‘ Aquela que sempre chora.

Belzebu: Demônio descrito na Bíblia e em textos cabalísticos, Senhor das Moscas e dos Besouros, ou seja, das forças involutivas da natureza. Era reverenciado por diversos povos semitas. Segundo Samael Aun Weor, em sua obra altamente recomendável A Revolução de Bel (que se encontra em nossa Biblioteca Gnóstica para download), esse demônio foi um poderoso chefe de legiões infernais, porém foi recentemente reabilitado, tornando-se ditinguido iniciado da luz e seguidor dos mestres da Grande Fraternidade Branca.

Beni Elohim: (hebr.) Filhos dos Deuses. (Beni é o plural de Ben: filho.)

Berossus: Sacerdote de Marduk na Babilônia. Escreveu Babiloniaca em grego, cerca de 281 a.C. para Antióquio I, a fim de narrar as antigas tradições gnósticas da Mesopotâmia para os gregos. O trabalho apenas é conhecido em partes, de citações feitas por outros escritores gregos.

Bes: (egípcio) Deus tebano. Deus alado e dançante, protetor do lar. Espírito benfeitor, o qual com sua esposa assistia às jovens parturientes; protegia o amor e a alegria, e afugentava os maus espíritos. Mestre dos mundos subterrâneos, ensina os profundos segredos da Alquimia e seu uso para a desintegração do Ego.

Bhagavad Gita: (sânscr.; O Canto do Senhor) Nono livro do Mahabhárata. Poema composto por 700 versos e dividido em 18 capítulos, considerado pela maioria dos hindus como seu texto religioso mais importante e essência mesma de suas crenças. Quase todos os filósofos hindus importantes escreveram algum comentário sobre o Gita, e ainda continuam aparecendo novas interpretações e traduções desta obra. O Gita, que está incluído dentro do poema épico O Mahabhárata, foi escrito em forma de diálogo entre a encarnação do divino Krishna e um herói humano, o príncipe Arjuna, no campo santo de Kurukshetra, antes da grande batalha de Mahabhárata. Arjuna expressa sua indecisão à hora de batalhar contra amigos e parentes. A resposta de Krishna é uma exortação para que Arjuna cumpra seu dever, ou seja, que como guerreiro que é, deve lutar e vencer. Krishna, logo em seguida, explica a natureza da Alma, o Caminho verdadeiro para chegar ao Absoluto. O Gita recolhe diversas doutrinas, como a imortalidad do Ser do indivíduo (Atman) e sua identidade com a Deidade Suprema (Brahma), o processo da reencarnação e a necessidade de renunciar aos frutos da própria ação pessoal, estabelecendo os principais ensinamentos dos Upanishads e a filosofia de Sankhya. O espírito (Purusha) e a matéria ou natureza (Prakriti), que se divide na tríplice tendência da bondade, paixão e obscuridade, são complementares. Krishna reconcilia as afirmações opostas de sacrifício e dever mundano, por um lado, com a meditação e renúncia por outro, através da devoção a Deus (Bhakti). Esse Deus aparece em uma breve passagem sob sua forma terrífica de Dia do Juízo Final antes de transformar-se na forma humana compassiva de Krishna.

Bhaishajyaguru: (sânscr.; chin. Yao-Hs-Fu; jap. Yakushi Nyorai; tib. Mengyi Lama/ Sman Gyi Bla Ma) No budismo Mahayana, o Buda da Medicina, o buda curador. Também chamado de Buda Azul. Seu mantra é Begandze Begandze Maha Begandze.

Bhákti: (sânscr.; feminino) Devoção ardente.

Bhava-Chakra: (sânscr.; tib. Sipe Khorlo/ Srid Pa'i Khor Lo) A roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (Gati) do Samsara.

Bhavana: (sânscr. e páli) Meditação.

Bhogyá: (feminino) Nome dado à companheira sexual, àquela da qual se obtém o deleite supremo.

Bhumi: (sânscr.) No budismo mahayana, cada um dos dez estágios do Bodhisatva até alcançar a iluminação (Bodhi).

Bíblia: Também chamada Santa Bíblia, Livro Sagrado ou Escrituras de judeus e cristãos. Sem embargo, as bíblias do judaísmo e do cristianismo diferem em vários aspectos importantes. A Bíblia judaica é a escritura hebraica, com 39 livros escritos em sua versão original, à exceção de umas poucas partes que foram redigidas em aramaico. A Bíblia cristã consta de duas partes: O Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento. Os dois ramos principais do cristianismo estruturam o Antigo Testamento de modo algo diferente. A exegese do Antigo Testamento, lida pelos católicos, é a Bíblia do judaísmo mais outros sete livros e adições. Alguns dos livros adicionais foram escritos em sua versão primitiva em grego, como o Novo Testamento. Por sua parte, a tradução protestante do Antigo Testamento se limita aos 39 livros da Bíblia judaica. Os demais livros e adições são denominados apócrifos pelos protestantes, e livros deuterocanônicos pelos católicos. O termo Bíblia chegou ao latim do grego, que significa “livro”, forma diminutiva de byblos, termo para “papiro” ou “papel” que se exportava desde o antigo porto comercial fenício de Biblos (atual Líbano). Na Idade Média, os livros da Bíblia eram considerados como uma entidade unificada. Infelizmente, da Bíblia foram suprimidos mais de 160 livros, considerados hoje como apócrifos.

Bija: (neutro) Semente (vegetal, sêmen), os adeptos do tantra utilizam essa palavra para designar as vogais que, segundo eles, fecundam as consoantes, centro das fórmulas sagradas (Mantras). Também designa a Força Sexual que dá o verdadeiro poder aos mantras.

Binah: (hebreu) Inteligência. O nome da terceira Séfira da Tríade Suprema. É denominado o Grande Mar, a Mãe Suprema. Representa a potência feminina do Universo e equivale ao Espírito Santo dos cristãos e ao terceiro aspecto do Logos Cósmico. O primeiro Logos, o Pai, é o Espaço; o segundo Logos é o Filho, o Sol e o Cinturão Zodiacal; e o terceiro Logos é a Natureza.

Bindu: (masculino; sânscr.; páli Thigle/ Thig Le) No budismo Vajrayana, essência ou gota de energia sutil. Gota (principalmente do esperma), ponto essencial luminoso ou sonoro de onde procede toda a manifestação cósmica. O Átomo Ultérrimo, criado pela Mente Cósmica do Divino Espírito Santo.

Birdu: (babil.) Deus do Mundo Subterrâneo, consorte da deusa Manungal. Assimilado com Meslamta'ea, um nome de Nergal.

Blavatsky: (Helena Petrovna Hann Fadeel de Blavatsky, ou HPB, ou somente Madame Blavatsky, 1831-1891) Ocultista, teósofa e autora russa de notável e acidentada vida. Realizou numerosas viagens pelo mundo, fundando en 1875, em Nova York, con Henry S. Olcott e outros a Sociedade Teosófica. Em síntese, foi a mensageira que através de suas obras Ísis sem Véu, A Doutrina Secreta, A Voz do Silêncio, etc., transmitiu à cultura ocidental importantes conhecimentos esotéricos e deu testemunho da presença, na Terra, de uma Hierarquia Oculta formada por Meestres de Sabeduria. Fala-nos o Mestre Samael maravilhas acerca da Grande Mestra, recomenda o estudo de todas as suas obras, em especial A Doutrina Secreta e Ísis sem Véu, e nos diz que a Mestra se reencarnou na cidade de Nova York, desta vez com corpo masculino, e que cumprirá uma Grande Missão oculta mundial.

Boaz: (hebreu) ou Bohaz. Símbolo cabalístico e maçônico de um dos dos pilares ou colunas de bronze fundidos por Hiram Abif, supremo Arquiteto de Tiro, chamado “O Filho da Viúva”, que estavam unidas por um véu que cerrava a entrada do Santuário do Templo de Salomão. Boaz, a coluna negra, era o símbolo da Inteligência: Binah, feminina, a terceira Séfira.

Bodhi: (sânscr. e páli; chin. Wu; jap. Satori, Kenshô; tib. Changchub/ Byang Chub) Iluminação, despertar.

Bodhicita: (sânscr.) Mente da iluminação; no budismo mahayana, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do Bodhisatva.

Bodhidharma: (sânscr.; chin. P'u-T'i-Ta-Mo; jap. Bodai Daruma) Um dos ancestrais do Zen (sécs. 5° - 6°) que introduziu esta escola na China.

Bodhisatva: (masculino; sânscr.; páli Bodhisatta; chin. Pu-Sa; tib. Bosatsu, Bodaisatta; tib. Chang Chub Sempa / Byang Chub Sems Dpa) Ser da iluminação; no budismo Mahayana, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (Paramita) e realizando a mente da iluminação (Bodhicita). Diz-se daqueles seres que obtiveram a Bodhi, porém renunciam, por compaixão aos humanos, sua entrada no Nirvana.

Bön: [-Po] (tib. Bon Po, ou Bön) Religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo. Teve forte influência sobre o budismo tibetano, especialmente na linhagem Niyngma. Existem duas linhas Bön (ou Bonzo): os Böns propriamente, que são magos xamânicos completos, ligados à magia branca, e os Dugpas (ou Dagh-Dugpa), os famosos magos negros tibetanos, os quais são o pólo contrário da Sagrada Ordem do Tibet, esta última presidida pelo Mestre Ascenso Bhagavan Aclaiva. Uma terrível guerra astral entre essas duas últimas "ordens" refletiu-se no mundo físico como a Segunda Guerra Mundial.

Borobudur: Grande construção em forma da Mandala Dupla Swástica, na ilha de Java, Indonésia. Sobre esse templo há um gigantesco Deva que ilumina, cura e inspira a todos os devotos da Senda que ali visitam.

Brahma: (sânscr., masculino) O Deus Criador (primeira manifestação Brahman, o Imanifestado, o Ser do Ser do início dos ciclos cósmicos. O Pai, da Trindade judaico-cristã. Brahama: o Brahmâ, masculino, con a final larga (â), é o Deus ou Princípio Criador do Universo, ou, em outras palavras, é a personificação temporal do poder criador de Brahma. Existe periodicamente tão-somente no período de manifestação do mundo, depois do qual entra de novo em Pralaya, y volta a Brahman, do qual procedeu. Brahmâ, em união com Shiva e Vishnu, forma a Trimurti ou Trindade hindu.

Brahman: (sânscr.) ou Brahmân, é o impessoal, supremo e incognoscível Princípio do Universo, de cuja essência tudo emana e ao qual tudo volta, e que é incorpóreo, imaterial, inato, eterno, sem princípio nem fim. É onipresente, onipenetrante, anima desde o deus mais elevado até o mais diminuto átomo mineral. Segundo os Vedas, Brahma, neutro, com a final breve, ou Brahman, é o Supremo, o Absoluto, a Suprema Divindade, o Espírito Universal e Eterno, que enche, penetra, sustém e anima todo o Universo; é princípio e fim de todos os seres, pois todos emanam d’Ele e a Ele todos voltam ao terminar o Kalpa. O Absoluto, o princípio único de todas as coisas, essência que transcende todas as formas de existência, é idêntico ao Eterno Pai Cósmico Comum, o Pai de nosso Pai, o próprio Absoluto, o sem forma, Aelohim.

Brahma-Vihara: (sânscr. e páli) Meditações ilimitadas; amor (Maitri), compaixão (Karuna), alegria (Mudita) e equanimidade (Upeksha).

Buda, Budha: (sânscr.; chin. Fo; jap. Hotoke, Butsu; tib. Sangye/ Sangs Rgyas) Desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (Bodhi), um dos três preciosos (Triratna).

Budaghosha: Monge da escola Theravada (séc. 4º) que estudou no Sri Lanka; autor do Visudhi-Magga.

Budata: (sânscr. budatva; jap. Bushô; tib. Sangyen Yid/ Sangs Rgyas Nyid) Natureza búdica. Essência espiritual, fragmento da Consciência Divina encerrado nas formas mentais egóicas.

Budhi: (feminino): Inteligência, ser superior ao ser humano, sua principal função é a de refletir sobre a mente (Manas) e a Matéria a luz que emana de Atman.

Bulwer-Lytton: (Edward Cayse, 1803-1873) Escritor, político e esoterista inglês. Pertenceu ao Metropolitan College da Societas Rosicruciana in Anglia. Suas duas principais noveles ocultistas são: Zanoni (1842) e a Vril, a Raça Futura (1872), já clássicas em seu gênero.

Burka: Vestimenta feminina, que mantém o corpo, a face e as mãos cobertas. Representa a virtude do pudor. Conceito infelizmente deturpado.

Butsudan: (jap.) No budismo japonês, pequeno altar familiar.

C
Caaba: (islam.) Construção simples em forma de cubo,onde se reverencia um meteorito negro, se encontra em Meca; acredita-se ser um monumento construído originalmente por Adão. Alguns afirmam que é um centro de peregrinação das épocas da legendária Atlântida. Afirma-se também que em outras dimensões existe um poderoso templo da Grande Fraternidade Branca, onde onde as "húris" (sacerdotisas do templo) ensinam os Mistérios Tântricos.

Cabala: (hebr.) Cábala o Kabaláh. Nome da mística tradição judaica e doutrina que trata da Árvore da Vida (Otz Chaim) e dos Sephirot (aportuguesado como Sefirotes). Sabedoria derivada de doutrinas secretas mais antigas, concernentes à cosmogonia e às coisas divinas, que se combinaram para constituir uma teologia depois da época do cativeiro dos judeus na Babilônia. Todas as obras que pertencen à categoria esotérica são denominadas cabalísticas.

Cagliostro: (Alessandro, 1743-1795?) Ocultista italiano. Extraordinária personalidade de acidentada vida que influenciou as agrupações esotéricas de sua época e alcançou fama de mago, sendo notável como alquimista e médico. Tradicionalmente se estima que o Conde Cagliostro foi o nome adotado por Giussepe Balsamo, um obscuro aventureiro siciliano, porém a crítica moderna tratou de reivindicar sua memória demostrando a existência duas pessoas distintas. O mestre Samael nos fala muitas vezes do enigmático Conde Cagliostro, um dos imortais Mestres Alquimistas que ainda vivem hoje com seu corpo físico. Juntamente com Saint Germain, auxiliou a que Samael se levantasse e iniciasse sua Grande Missão Gnóstica.

Caitanya: (Krishna Caitanya Deva, 1485-1533) Místico hindu fundador da seita Vaishnava que leva seu nome. Sua doutrina de inclinação monista trata de conciliar as distintas tendências da tradição vedanta, considerando también que a salvação deve ser conseguida por meio da bhakty (devoção e amor).

Califa: Governante religioso e político, o patrono dos movimentos súfis.

Canalização: (ufol.) Processo semelhante à psicografia e transe espíritas, em que uma suposta entidade extraterrestre ou de outro “plano” repassa informações usando uma pessoa.

Carpócrates: Patriarca Gnóstico. Fundou em Alexandria, por volta do ano 130 d.C., a Ordem dos Carpocratianos, uma das fraternidades gnósticas mais conhecidas. Fundou muitos conventos esotéricos na Espanha.

Casuística: (ufol.) Conjunto dos casos e incidentes ufológicos propriamente ditos.

Chacra: (masculino, sânscr.) Roda, círculo, nome dado aos centros do corpo sutil, também chamados Padma (lótus). No tantrismo, designa também uma comunidade de adeptos.

Chacra-Puja: (sânscr.; feminino) Adoração em círculo, rito sexual, Cadeia ou Corrente. Dança Circular.

Chaire: (grego) Salve.

Chaire Pamfage: (grego) Salve, ó Resplandecente, Radiante.

Chaire Pangenetor: (grego) Salve, ó Criador do Universo.

Chaire Fale: (grego) Salve, ó Falo, Símbolo da Geração.

Ch’an: (chin.) Veja Zen.

Chandali: (feminino): Mulher pária, considerada pelos tântricos como excelente companheira sexual, por ser submissa (no aspecto positivo, ou seja, ser submissa a Deus). Para os tântricos, a esposa sacerdotisa não deve ser nem inferior nem superior ao seu sacerdote, mas obediente aos desígnios de Deus.

Channeling: Palavra do idioma inglês equivalente a canalização. Pode ser o caso de médiuns espíritas que “dizem” entrar em contato com grandes mestres da luz.

Cha-No-Yu: (jap.) Cerimônia do chá. Representa o trabalho da Alquimia Sagrada e seus instrumentos de apoio. A Alquimia deve ser exercida com muita paciência, serenidade, concentração, disciplina e tolerância. Observe que a sacerdotisa serve o chá cuidadosamente preparado para o seu “convidado”. Na sabedoria tântrica oriental, é a mulher quem coordena o ato sexual sagrado, pois é ela o atanor, o regulador do fogo sagrado dentro da relação sacerdote-sacerdotisa, ou shiva-shákti. No Japão, as Sacerdotisas do Amor eram chamadas de Gueichas.

Charuto: (ufol.) Nome usado por analogia para designar naves de grandes proporções que apresentam forma cilíndrica ou de charuto, provavelmente intermediárias entre as menores (discos e esferas), as quais transporta, e as maiores, que não chegam a entrar na atmosfera. Diz-se que há uma nave por trás da Lua que possui centenas de quilômetros, e é uma gigantesca nave de resgate, à espera do Grande Dia.

Ch’eng-Shih: (chin.; jap. Jôjitsu) Escola chinesa baseada nos ensinamentos da filosofia indiana Sautrantika; seu texto principal é o Sathya Sidhi, escrito por Harivarman (séc. 4°).

Chenrezig: (tib. Spyan Ra Gzigs) Veja Avalokiteshvara.

Chesed: (hebr.) Misericórdia. O quarto Sephirah. O princípio da graçia ou bondade divina que manifesta a Vida e origina os mundos. Uma potência masculina ou ativa. Também é chamado Gedulah.

Chien-Chen: (chin; jap. Ganjin) Monge chinês (688-763), fundador da escola Lü-Tsung (jap. Ritsu).

Chih-I: (chin; jap. Chisha) Monge chinês (538-597), fundador da escola T'ien-T'ai (jap. Tendai).

Chih-Kuan: (chin.) Veja Shamatha-Vipashyana.

Chih-Tun: Monge chinês (314-366) Fundador da escola Prajna.

Chi-Kuan: (chin.) Veja Koan.

Chilam Balam: Livro sagrado maia (Yucatan, México), de que há diferentes versões; a mais importante é a do povoado de Chumayel. O manuscrito (do século 16) foi achado no século 19, talvez procedente de antigos códices e tradições orais. Os sacerdotes (chimales) trasmitiam as profecias divinas, deitados em decúbito dorsal. Balam significa jaguar ou sacerdote, e é também o nome de uma família. De conteúdo religioso, destacam fragmentos relativos a mitos cosmogônicos; otros são rituais, os katuns, fórmulas simbólicas de iniciação; textos calendáricos e históricos sobre os principais grupos de Yucatan e a devastação causada pela conquista espanhola. O manuscrito foi examinado por diversos eruditos e fotografado; logo, foi roubado, destino freqüente desses documentos. Existem várias traduções em espanhol e outras línguas, entre outras destacam-se as de Mediz Bolio para o espanhol, Peret e Le Clézio para o francês, Roys ao inglês.

Ching-T'u: [-Tsung] (chin.; jap. Jodo- [Shû]) Escola fundada pelo monge chinês Hui-Yuan em 402, centralizada na veneração do Buda Amitaba.

Chittamatra: (sânscr.) Apenas mente; principal ensinamento da filosofia Yogachara.

Chi-Tsang: Monge chinês (549-623) da escola San-Lun (Sanron), autor de diversos comentários sobre a filosofia Madhyamaka.

Chö: (tib. Bcod) Cortar; no budismo tibetano, medição para "cortar" o conceito de personalidade. Não identificar-se com a Personalidade, mas sim com o Ser. Estar dentro do "Círculo do Ser", ou seja, não identificação.

Chokmah: (hebr.) Sabedoria, o Pai. O nome do segundo Sephirah da tríade suprema. É uma potência masculina que corresponde ao Yod (Iod, ou décima letra do alfabeto hebraico), do Tetragrammaton IHVH, e também a Ab, o Pai. Refere-se ao Cristo Cósmico, a segunda potência das 3 Forças Primárias.

Chörten: (tib. Chos Rten) Veja Stupa.

Chu-Hung: Monge chinês (1535-1615) que desenvolveu um movimento leigo, combinando as escolas Zen e Jôdo.

Chupacabras: (ufol.) Criatura desconhecida que recebeu esse nome por aparentemente sugar o sangue de animais domésticos, principalmente galinhas, cabras e cachorros. Tornou-se famoso a partir de 1994, após inúmeras ocorrências em Porto Rico e no México; houve muitos ataques no Brasil, e o fenômeno persiste. A descrição varia, mas aponta para um ser com dentes pontiagudos, violento, com olhos vermelhos, braços curtos, pernas fortes, altura entre 1,20 e 1,50 metro e capacidade de fazer pequenos vôos; militares já teriam capturado alguns, inclusive no Brasil. Parece haver vários animais desconhecidos diferentes surgindo e recebendo essa denominação. Trata-se de uma espécie de elemental aprisionado em tempos antigos e que por uma razão ou outra se libertou.

Chu-She: (chin.; jap. Kosha) Escola chinesa baseada nos ensinamentos do Abhidharma-Kosha; fazia parte da escola Fa-Hsiang (jap. Hossô).

Círculos ingleses: Enigmáticas formações surgidas em sua maioria em campos de cereais na Grã-Bretanha, notados a partir da década de 80, e que tornaram-se cada vez mais complexos com o passar dos anos; são formados durante a noite através do encurvamento dos talos das plantas.

Claude de Saint Martin: (1743-1803) Filósofo e ocultista francês connhecido como "le philosophe inconnu", pseudônimo com o qual foram publicadas sus obras. Foi o fundador, no ano 1775, do Rito Hermético Martinista, baseado nas doutrinas de seu mestre, o místico cabalista Martinez de Pascually.

Clemente de Alexandria: (150-216 d.C.) Mestre de Orígenes. Um dos mais notáveis apologistas do século 3°. Um dos grandes Patriarcas do Gnosticismo.

Contato imediato: (ufol.) Evento em que uma ou mais pessoas vêem algo extraterrestre, com graus diversos, indo desde o avistamento de uma nave até a interação física com os tripulantes.

Contatado: (ufol.) Pessoa com a qual extraterrestres estabeleceram contato, mantido ou não ao longo do tempo; um abduzido não é necessariamente um contatado, e vice-versa.

Coração de Osíris: (egípcio) O conhecimento do coração é a percepção direta da Luz inteligível; a Luz do Verbo; a Luz irradiante do Sol Espiritual; o Coração do Mundo.

Corão: (Alcorão) Livro sagrado dos mulçumanos.

Cornélio Agripa: (Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim, 1486-1535) Erudito, filósofo e médico alemão. Juntamente com Paracelso e Fausto de Praga, foi discípulo de Trithemius. Estudou alquimia, cabala e magia. Desempenhou missões diplomáticas, exerceu a medicina e ocupou a cátedra. Teve conflitos com a Igreja, morrendo com fama de mago. Uma das maiores figuras no campo da Magia Natural e sua evolução até a ciência experimental, concretizou uma primeira tentativa para investigar os mistérios do Universo. Sua filosofia é a neoplatônica e neopitagórica, mesclada com elementos cabalísticos. Sua obra capital é a De Occulta Philosophia (1510). O venerável mestre Samael nos diz que foi um grande magoe alquimista que conheceu a Pedra Filosofal, embora tanha intelectualizado demais a Grande Obra.

Coroa de Nemmés: (egípcio) Coroa dos Santos. Corresponde ao grau de Ascensão, onde se encarna as forças cabalísticas de Kether, o Pai Celestial. Tornar-se Uno com o Pai.

Coroa de Ureret: (egípcio) Coroa de Hórus. Consistia em um alto capacete, ou elmo, branco com chifres de carneiro e o Urhek (Ureus em grego) na parte anterior (uma serpente ao redor do disco de Hórus). Suas duas plumas representam as duas verdades: a vida e a morte. Esta coroa simboliza a Iniciação e a Sabedoria Oculta. Coroa egípcia usada somente pelos Homens Conscientes.

Cosmocrator: (grego) Construtores do Universo, os Arquitetos do Mundo; ou seja, as Forças Criadoras personificadas. São sete as Hierarquias Espirituais ou seres inteligentes de que se valeu o Logos ou Dios para a construção do Universo.

Court de Gebellin: Cabalista e esoterista do século 19, estudioso de Tarô, escrevendo várias obras sobre o tema. Foi o divulgador mais abnegado do Tarô Egípcio, muito usado pelos estudantes gnósticos na atualidade.

Crestos Cósmico: (grego) O Salvador, o Purificador. Sacerdote e Profeta. Na Linguagem da Iniciação, significa a morte da natureza interna, inferior ou pessoal do homem. O Princípio do Bem. Muito tempo antes da era cristã, havia “Chrestianos”, e tais eram os Essênios. Na 1ª Epístola de São Pedro, II, 3, dá-se a Jesus o título de “O Senhor Chrestos”.

Cristian Rosencreutz: (1378-1484) Nome simbólico de um elevado mestre espiritual, considerado o fundador da Ordem Rosa-cruz. Sua figura é um dos grandes enigmas da tradição esotérica ocidental.

Crocodilo: (egípcio) O grande réptil Tifón, ou Tifón Bafometo. Símbolo do Quaternário Inferior. Princípio da diferenciada matéria caótica sempre em luta. Se lhe acusa de “roubar a razão da alma”. Sumido no mal e nas trevas. O pólo superior, positivo, do simbolismo do Crocodilo representa a nosso Pai Interno, o Íntimo.

Cristos: (grego) Cristo; o Ungido, o Resurrecto. Em linguagem de Mistério ou esotérico, Christés ou Christos significava que já se havia percorrido “o Caminho”, o Sendeiro, e alcançado a meta; quando os frutos de um árduo trabalho para unir a efêmera personalidade de barro com a Individualidad indestrutível, a transformavam deste modo no Ser Imortal.

Cristus-Lúcifer: (latim) O Sendeiro ou Caminho por percorrer até alcançar a meta: fruto de un árduo trabalho para fusionar a Alma Humana com a Alma Divina, transformando-se em um Ungido; alcançada por meio da Iniciação, após longas provas e sofrimentos.

Crop Circles: Expressão da língua inglesa para os círculos ingleses.

D
Daath: (hebreu) Undécimo Séfira, resultado da reunião de Chokmah e Binah. A primeira é a concepção, a segunda o objeto concebido; a primeira é a compreensão, a segunda a verdade. Ambas engendram a Daath, a Ciência, o Conhecimento, que os Cabalistas não enumeram por tratar-se de um Princípio anexo e dependente, se bem que de grande importância oculta.

Daigidan: (jap.) Grande dúvida; a virtude do Discernimento. É um dos Três Pilares do Zen.

Daioshô: (jap.) Grande monge; termo honorífico de mestres Zen.

Daishikan: (jap.) Grande raiz de fé; a virtude da Fé Consciente. Um dos Três Pilares do Zen.

Daitoku-Ji: (jap.) Monastério da Grande Virtude; um dos maiores monastérios Zen de Kyôtô, no Japão.

Dakini: (tib. Ka[N]Dro[Ma]/ Mka’ Gro [Ma]) No budismo vajrayana, ser de sabedoria feminino, “irado”, que trasmite ensinamentos tântricos. Deva ligado intimamente ao Elemento Etérico do Ar. Aspecto mágico da Mãe Divina.

Dalai Lama: (tib. Ta La Li Bla Ma) Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana Gelug, em 1578. Samael nos diz que o Dalai Lama é um grande Adepto da Loja Branca. Totalmente desperto espiritualmente. Bodhisatva do Deus Avalokiteshvara.

Damkina: “Esposa Fiel”, deusa suméria, consorte de Enki, deus do Absu em Eridu.

Dana: (sânscr. e páli) Generosidade; um dos seis Paramitas.

Dangyô: (jap.) Veja Liu-Tsu-Ta-Shih Fa-Pao-T’an-Ching.

Dante Alighieri: (1265-1321) Célebre poeta italiano. Escreveu entre outras obras: “A Divina Comédia”, na que descreve magistralmente as nove regiões submersas do inframundo. O mestre Samael nos diz que Dante é um grande Ressurrecto e que e que atualmente em Florença (na Itália) com o mesmo corpo daquele mesmo corpo de então.

Darshana: (neutro) Ponto de vista, enfoque, nome genérico dado a todas as grandes escolas do hinduísmo tradicional (Yoga, Vedanta etc.).

Demiurgo: (grego) Artífice. O Supremo Poder que construiu o Universo. A Alma Universal ou Princípio Ativo do Mundo. A Hoste dos Grandes Arquitetos do Universo.

Dep: (egípcio) Senhores de Dep, ou Mundo da Mente. Na Cabala hebraica, os Arcanjos.

Depressão: (Psicol.) Um estado psicológico caracterizado por falta de energia. Energia esta que não está disponível à consciência mas regredida no inconsciente remexendo seus conteúdos (fantasias, memórias , desejos, etc) que para o bem de nossa saúde psicológica necessitam ser trazidos à luz da consciência e examinados. Desta forma a depressão deve ser entendida como uma compensação inconsciente cujo conteúdo deve ser tornar consciente para que seja totalmente efetivo. A depressão não é necessariamente patológica. Ela geralmente anuncia a renovação da personalidade ou um surto de atividade criativa. Conforme Jung, em nossas vidas existem momentos quando viramos uma nova página. Novos interesses e tendências aparecem e que até então ainda não tinham sido percebidos, ou existe uma mudança repentina de personalidade. Durante o período de incubação de tal mudança nós freqüentemente experimentamos uma perda da energia consciente. Leia também abaissement du neveau mental.

Der: Cidade a Leste do Tigre, no Norte da Babilônia. Deus patrono: Ishtaran.

Dessoto: (Efrain Villegas Quintero) Mestre da Loja Branca, do Raio da Sabedoria Grega e também do Raio da Força. Discípulo de Samael Aun Weor. Misionário Gnóstico Internacional, autor de numerosas obras, entre elas: O Grande Câmbio, Revolução Integral, Transformação Radical etc. Dessoto se encarnou na Grécia como um dos 7 Grandes Sábios gregos, Thales de Mileto. Em uma de suas encarnações gregas, esse mestre visitou Cesar e tentou ajudá-lo a se lembrar quem Ele era. Samael teve como uma de suas 3 encarnações romanas Júlio Cesar. Mas, como o cesar, ele não se importou muito com a auto-realização espiritual. Com o passar dos Ciclos de Reencarnações, esses dois mestres voltaram a se reencontrar, porém Samael estava levantado e Dessoto caído. Mestre de 2ª de Mistérios Maiores.

Deva: (sânscr. e páli) Deus, divindade; um dos seus Gati.

Devadasi: (feminino) Servidora do senhor, erroneamente chamada de prostituta sagrada.

Dhammapada: (páli) Parte do Khuddhaka-Nikaya, com 426 versos sobre o ensinamento budista.

Dharani: (sânscr.) No budismo Mahayana, pequenas escrituras com sílabas de significado simbólico, geralmente mais longos que os Mantras.

Dharma: (masculino; sânscr.; páli Dhamma; chin. Fa; jap. Hô; tib. Chö/ Chos) O ensinamento de Buda, uma das Três Jóias (Triratna); com letra minúscula, dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade. Ordem do mundo em todas as suas manifestações (cósmica, social, religiosa etc.), designa também o conjunto das normas tradicionais do hinduísmo clássico.

Dharmachakra: (sânscr.; páli Dhammachakkra) Roda do Dharma; o símbolo do budismo.

Dharmaguptaka: (sânscr.; páli Dhammaguttika; chin. Lü-Tsung; jap. Ritsu[-Shû]) Protetor do Ensinamento; escola fundada pelo monge indiano Dharmaguptaka, pertencente ao grupo Sthavira.

Dharmakaya: (sânscr.; tib. Chöku/ Chos Sku) Corpo do Dharma; um dos três corpos (Trikaya).

Dharmakirti: Monge indiano (século 7) da filosofia Yogachara.

Dharmapala: Guardião dos ensinamentos, protetor do Dharma. Mestre-guerreiro do mundo astral, pertence ao Raio da Força e que atua especialmnte na libertação do Tibet.

Dhiana: (neutro, sânscr.; páli Jhana; chin. Ch’an; jap. Zen; tib. Samten/ Bsam Gtan) Concentração, absorção meditativa. Meditação, processo de interiorização encaminhado a lograr uma transmutação e um despertar da Consciência.

Dhiani-Buda: (masculino; sânscr.) Buda meditacional; no budismo Mahayana, os cinco budas transcendentes que representam os aspectos da mente iluminada; Vairóchana, Amithaba, Amoghasidhi, Akshobhya e Ratnasambhava. Diz-se dos budas situados em diversas partes do Mandala, aos quais o adepto irá reconhecendo no curso de sua meditação. Em nosso ciclo evolucionário do Sistema Solar, os principais Dhiani-Budas são 7, que correspondem aos 7 Arcanjos ou Espíritos diante do Trono de Deus, da tradição gnóstica: Gabriel, Rafael, Uriel, Michael, Samael, Zacariel e Orifiel.

Dhum Hum: Mestre egípcio, elo entre o Islã e a tríplice tradição hermética, neoplatônica e cristã.

Diobulos Cartobu: (Hypatia Gómez Garro) Mestre da Loja Branca, filha de Samael Aun Weor.

Digha-Nikaya: (páli) Coleção Longa; uma das seções do Sutta-Pitaka.

Dignaga: Monge indiano (480-540) da escola Yogachara.

Dilmun: Cidade ou localidade, provavelmente o nome sumério para o paraíso. Ver Enki e Ninhursag.

Dimkurkurra: “Criador de leis” epíteto sumério de Marduk, no Épico da Criação.

Diógenes: (413-327 a.C.) Filósofo Grego, nascido em Sinope. Seu desprezo pela riqueza e as convenções sociais se fizeram proverbiais. Criticou com gênio mordaz os costumes e crenças de seu tiempo. Foi célebre por suas excentricidades, que lhe fizeram viver em um tonel, buscar em pleno dia a um homem iluminado em Atenas, iluminando-se com um farol (a lâmpada de Diógenes), e a dizer a Alexandre Magno que o único que desejava dele era que se afastasse porque este lhe impedia que visse a luz do Sol. Sua doutrina se resume na afirmação “Vivir conforme a natureza".

Dion Fortune: (Violeta M. Firth, 1891-1946) Ocultista e autora inglesa. Fundou a Society of the Inner Light, baseada na tradição esotérica ocidental (cabala). Escreveu livros de ocultismo e ficção, tais como: As Ordens Esotéricas e seu Trabajo., Samael nos recomenda sua obra A Cabala Mística.

Dipamkara: Buda lendário de um passado distante.

Disco voador: (Ufol.) Nave de origem desconhecida, metálica, normalmente com formato de dois pratos sobrepostos e uma cúpula em cima, dotada de grande velocidade e manobrabilidade.

Divina Comédia: A obra-mestra de Dante, a Divina Comédia começou a ser escrita por volta de 1307 e concluída pouco antes de sua morte. Trata-se de uma narração alegórica em verso de uma grande precisão e força dramática, na qual se descreve a viagem do poeta através do Inferno, Purgatório e Paraíso. Está dividida em três grandes seções, que recebem seu título dessas três etapas percorridas. Em cada um desses três mundos Dante vai se encontrando com personagens mitológicos, históricos ou contemporâneos a ele, que simbolizam, cada um deles, um defeito ou virtude, já seja no terreno da política ou a religião. Assim, os castigos ou as recompensas que recebem por suas obras ilustram um esquema universal de valores morais. Durante seu périplo através do Inferno e Purgatório, o guia do poeta é Virgílio, glorificado por Dante como o representante máximo da razão. Beatriz, a quem Dante considerou sempre tanto a manifestação como o instrumento da Vontade Divina, o guia através do Paraíso. Cada uma das seções inclui 33 cantos, exceto a primeira, que inclui um mais e serve como introdução. Este extenso poema está escrito em terza rima, uma estrutura em que a rima se distribui assim: ABA, BCB, CDC etc. A intenção de Dante ao compor este poema era chegar ao maior número possível de leitores e, por isso o escreveu em italiano e não em latim. Intitulou-o Commedia porque tem um final feliz, no Paraíso, em que chega ao final de sua viagem. O poeta pode, por fim, contemplar a Deus e sente como sua própria vontade se funde com a divina. Este adjetivo, divina, não apareceu no título até a edição de 1555, levada a cabo por Ludovico Dolce. A obra, que constitui-se num catálogo do pensamento político, científico e filosófico de seu tempo pode ser interpretado em quatro níveis: o literal, o alegórico, o moral e o místico. Certamente é uma impressionante dramatização de toda a teologia cristã medieval, porém, mais além dessa consideração, a viagem imaginária de Dante pode ser interpretada como uma alegoria da purificação da alma e da consecução da paz sob a guia da razão, do Conhecimento e do amor.

Djed: (egípcio) Tronco cilíndrico de uma árvore morta da qual saem uns brotos como discos, enchendo sua casca. Este tronco ou pilar de madeira representava, para os egípcios, a idéia da resurreição, figura com a qual se representa a Osíris. O Djed é visto custodiado por Ísis e Néftis, uma a cada lado. Simboliza, para os gnósticos, a coluna vertebral.

Djedu: (egípcio) Deus ressurrecto ou ressuscitado. Um dos símbolos de Oísiris. Pode ser traduzido também como Aquele Oculto dentro do Djed. Sabe-se que Osíris, depois de morto por seu irmão Seth, foi esquartejado por este e suas diversas partes (as partes do Ser) espalhadas por toda a Terra. Ísis, sua irmã-sacerdotisa, encarregou-se de encontrar todas as partes e juntá-las para ressuscitar a Osíris. No entanto, nem todas as partes foram achadas, restando somente perdido o Falo de Osíris, que se perdeu e precisa ser encontrado para que este Deus volte do Reino dos Mortos. Ísis, enquanto procura esta parte faltante, deposita o corpo de Osíris morto dentro de um Djed até que o Falo sagrado seja finalmente encontrado. Esta é uma profunda alegoria dos Mistérios Tântrico-sexuais, ensinados pelos gnósticos.

Djwhal Khul: Poderoso mestre ressurrecto, conhecido como D.K. ou O Tibetano, que pertence à denominada Hierarquia Oculta. Diz-se que em vidas anteriores foi o filósofo pitagórico Kleineas e também Aryashanga, discípulo de Buda. A esoterista Alice Bailey, a quem D.K. inspirou ou ditou alguns de seus livros, menciona que é um Adepto do segundo raio de Amor-Sabedoria, que recebeu sua quinta iniciação em 1875, mantendo desde então seu mesmo corpo físico à diferença dos demais Mestres de Sabedoria. Afirma-se também que ditou grande parte da Doutrina Secreta e proporcionou a H. P. Blavatsky muito das informações que se encontram nessa obra. O mestre Samael o menciona no livro As Sete Palavras e diz que seu Ser pertence ao Raio de Mercúrio.

Dokusan: (jap.) Entrevista formal, intuitiva, de estudante Zen com seu mestre.

Domdi: (feminino) Mulher pária, a bandeira e a música do sacerdote, a companheira sexual preferida pelos tântricos.

Dragões e Serpentes: Cosmogonicamente, todos os dragões e serpentes vencidos por seus “matadores” são, em sua origem, os princípios turbulentos e confusos do Caos postos em ordem pelos Deuses Solares ou Poderes Criadores. Dragões e Serpentes são chamados “Os Filhos da Rebelião”. Onde houverem Deuses Solares, e onde quer que encontremos o Sol, ali está igualmente o Dragão (do grego: Drakon), símbolo da Sabedoria: Thoth-Hermes. Os hierofantes do Egito e da Babilônia se intitulavam “Filhos do Deus-serpente” e “Filhos do Dragão”. “Eu sou uma Serpente, eu sou um Druida”, diziam os druidas das regiões céltico-britânicas, porque tanto a Serpente como o Dragão são símbolos da Sabidoria, da imortalidade e do renascimento. Como a serpente solta sua antiga pele só para reaparecer com outra nova, assim a Essência Imortal abandona uma personalidade só para adquirir outra. O primeiro símbolo da Serpente figurava a Perfeição e Sabedoria divinas, e representando sempre a Regeneração psíquica e a Imortalidade. Daí que Hermes tenha chamado a serpente como o mais espiritual de todos os seres; Moisés, iniciado na Sabedoria de Hermes, seguiu seu exemplo no Gênesis; sendo a Serpente dos Gnósticos, com as sete vogais sobre sua cabeça, o emblema das sete Hierarquias dos Criadores setenários ou planetários (Cosmocratores). Daí também a serpente Zecha ou Ananta, o Infinito, um nome de Vishnu e primeiro veículo deste deus nas Águas Primordiais. Sem embargo, o mesmo que os Logoi e as Hierarquias de Poderes distinguir-se-ão umas de outras essas serpentes. Zecha ou Ananta, ou “Leito de Vishnu”, é uma abstração alegórica que simboliza o Tempo infinito no Espaço, que contém o Germe e lança periodicamente a florescência deste Germe, o Universo manifestado. O Ophis (serpente em grego) gnóstico contém o mesmo triplo simbolismo em suas sete vogais: o Primeiro Logos Imanifestado, o Segundo Logos manifestado, logo o Triângulo condensando-se no Quaternário ou Tetragrammaton, e os raios deste no plano material. Sem embargo, todos eles estabelecem uma diferença entre a Serpente boa e a má: a primeira, encarnação da Sabedoria divina na região do Espiritual; e a segunda, o Mal, no plano da matéria. O Éter é Espírito e Matéria: começando no puro plano espiritual, se faz mais grosseiro ou denso à medida que desce, até que se converte em Maya (ilusão em sânscrito) ou tentadora e enganosa serpente em nosso plano. Jesus aceitou a serpente como sinônimo de Sabedoria, e isto formava parte de seus ensinamentos: “Sede prudentes como a serpente”. Aos sábios e aos Iniciados perfeitos lhes dá o nome de Serpentes (Nâgas em sânscrito), e em tempos antigos a serpente era considerada como o primeiro raio de luz emanado do abismo do Divino Mistério.

Drilbu: (tib. Dril Bu) Veja Gantha.

Duamutf: (egípcio) Veja Mestha, Hapi, Duamutf e Kebhsenuf.

Duat, Douat: (egípcio e sânscr.) O lugar onde residem os espíritos dos defuntos. Este Duat era, segundo a crença popular dos egípcios, um espaçoso vale circular ou semicircular que rodeava o mundo, um sítio de sumo horror. O mundo subterrâneo que a alma deverá percorrer sorteando perigos. Esotericamente, o Iniciado logrará ingressar a seus submundos internos para ser provado pelos Espíritos Guardiãnes de suas Portas. No Extremo Oriente, Duat (ou Douat) é a região subterrânea onde existem cidades sagradas que abrigam nobres e honrados moradores espiritualmente evoluídos. Muitos desses moradores são Mestres Ressurrectos da Grande Fraternidade Branca. A principal cidade do Duat chama-se Shamballah (ou Cidade Onde Moram os Deuses).

Dukkha: (sânsc.; páli Dukkha) Sofrimento, dor; uma das Quatro Nobres Verdades. Veja também: Trilakshna.

Duku: Montanha sagrada, nome sumério para o local cósmico em Ubshuukkinakku, onde os deuses se reuniam para decidir os destinos, e presente em todos os templos das maiores divindades da Mesopotâmia. Nossa coluna vertebral, semelhante ao Monte Meru hindu.

Dulce: Gigantesca base militar subterrânea localizada no Novo México (EUA), onde estariam ocorrendo há décadas intercâmbios de tecnologia entre alienígenas nocivos e militares ligados a agências obscuras, incluindo bizarras experiências genéticas usando animais e seres humanos como cobaias.

Dumb: Sigla de Deep Underground Military Base, ou base militar de grande profundidade; base militar subterrânea; há centenas em todo o mundo, mas principalmente nos EUA.

Dumuzi: “Filho fiel”, deus sumério, consorte de Ishtar, irmão de Geshtin-anna, rei-pastor de Uruk, guardião do portal dos céus de Anu, junto com Gishzida, e pescador de Ku'ara. Passa metade do ano no Mundo Subterrâneo. Nome pronunciado Du'uzi na Assíria; chamado Tammuz na Babilônia e Adônis na Grécia.

Duo In Uno: (latim) Dois em Um.

Duranki: Elo entre o céu e a terra, nome do templo de Enlil e também usado para o próprio Deus do Ar.

Dzogchen: (tib. Rdzogs Chen) Grande Perfeição; principal ensinamento da escola tibetana Nyingma.

E
Eanna: “Morada dos Céus”, nome do templo de Anu e Ishtar em Uruk, também chamado de “Puro Tesouro”.

EBE: Sigla de Entidade Biológica Extraterrestre.

Eddas: Entre os mais significativos exemplos da primitiva literatura islandesa se encontram as Eddas e a poesia escáldica. O termo Edda tem uma origem incerta, pois poderia derivar