JULIANO, O APÓSTATA

JULIANO, O APÓSTATA
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FLÁVIO CLAUDIO JULIANO, O APÓSTATA II Juliano nasceu em Constantinopla e recebeu invejável formação intelectual. Com a morte de Constantino, o Grande, seu tio, foi obrigado a refugiar-se, com o irmão Galo, na Capadócia, pois o exército decretara a morte de toda sua família. Em 357 Constâncio II nomeou Galo seu sucessor, mas este, afinal, acabou executado, três anos mais tarde. Como substituto do irmão morto, Juliano foi enviado, pelo mesmo Constâncio II, à Gália, onde, devido à sua têmpera firme e formação exemplar, logo se distinguiu como estrategista, administrador e legislador competente. Suas campanhas vitoriosas conquistaram os soldados, que imediatamente proclamaram-no Imperador. Eram tempos confusos… Entretanto, ao saber da rebelião, Constâncio II prontamente resolveu enfrentar o sobrinho, porém, durante o caminho, morreu em conseqüência de uma febre palustre. Juliano, assim, viu-se Imperador de fato e de direito. Todavia, desde Constantino, o Grande, por questões políticas, a religião em Roma tornara-se um amálgama entre o cristianismo-judaico e o mitraísmo. Porém, o novo Imperador, embora batizado de acordo com novo credo “cristão-romano”, resultante desta manobra sincrética, declarou-se pagão ao iniciar seu mandato, o que lhe valeu o cognome de o Apóstata, fato no mínimo injusto, pois o verdadeiro “apóstata”, embora premido por graves razões de estado, na verdade, fora o próprio Constantino. Enfim… Voltando ao Juliano, este tentou fazer um bom governo: Introduziu reformas, como a redução de impostos e proclamou a liberdade de culto.Entretanto, dizem as más línguas (da ICAR, é claro) que, apesar da sua aparente tolerância religiosa, tomou medidas contra os cristãos. Será? Infelizmente, a história é escrita pelos vencedores, de preferência, os bem longevos e seu governo foi muito curto, cerca de vinte meses, apenas. Ainda assim e mesmo neste estreito espaço, tentou harmonizar a cultura e a justiça com os valores da antiga religião pagã de Roma. |
